Uma visão prática da Responsabilidade Social.

Dialogus Consultoria • 12 dez 2013

Praticar Responsabilidade Social é atuar de forma ética e transparente com os stakeholders (públicos de interesse), de forma sistemática e estratégica na organização, tendo a transversalidade como um dos principais fatores críticos de sucesso na implementação.

Transversalidade significa disseminar para todos da organização, fazendo com que os funcionários entendam e assimilem a nova postura e mudança da cultura da empresa para um mundo melhor. Um dos grandes desafios é mostrar e confirmar que a Responsabilidade Social não é apenas assistencialismo ou filantropia, é algo mais amplo e que deve ser encarado como uma nova forma de pensar a gestão de uma organização, com profissionalismo e planejamento, e que uma empresa pode ser sim lucrativa, sendo sustentável.

O Brasil vem se desatacando no panorama internacional nesse tema, primeiro porque o País fez parte da elaboração da norma ISO 26000, norma NÃO certificadora, com padrões e diretrizes internacionais de Responsabilidade Social. Em seguida, por ter realizado dois grandes encontros da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável. Também considero relevante a participação do Brasil neste cenário internacional, pela quantidade de empresas que vem publicando o Relatório de Sustentabilidade.

Mas como uma entidade, empresa ou município podem implantar uma gestão de Responsabilidade Social, quais são os principais caminhos a seguir? Cito os principais caminhos:

1. Conscientizar a alta administração da importância pelo tema;

2. Envolver os funcionários na colaboração da nova cultura;

3. Realizar o engajamento dos stakeholders com a instituição;

4. Integrar o sistema de gestão da Responsabilidade Social à estratégia da empresa

5. Analisar a situação atual da empresa quanto às práticas socioambientais – Realizando um diagnóstico situacional

6. Elaborar um Plano de Ação com seus indicadores (sociais, ambientais e econômicos);

7. Comunicar aos públicos de interesse (stakeholders) os resultados obtidos do plano de ação.

“A prática da Responsabilidade Social contribui para o fortalecimento de uma cultura inclusiva e disseminada por todos, seja ela uma organização social ou não, promovendo uma melhoria de qualidade de vida para as pessoas, contribuindo ainda mais para o empoderamento das comunidades.”

Maiso Dias – Sócio-Diretor da Dialogus Consultoria e Mestre em Administração.

A ONU estabeleceu como o 8° Objetivo do Milênio à seguinte missão: “Todo Mundo Trabalhando Para o Desenvolvimento”.

Esse objetivo se dá em um momento de supra importância no contexto global, o qual nós estamos todos inseridos. O envolvimento necessário para uma sociedade desenvolvida nesse milênio, depende de novas formas de trabalho, relações sociais, direitos humanos, e práticas mais humanizadas. A qualidade de vida de uma população prevê muito mais que um crescimento econômico do sentido ganha-perde. Agora se tem a necessidade e urgência de dar mais importância a um novo contexto de ações e práticas, onde todos agem no sentido ganha-ganha.

A paz, a saúde pública, os direitos das crianças, adolescentes e idosos, proteção do meio ambiente, justiça social, e políticas de inclusão social estão em pauta quando se tem como objetivo um “desenvolvimento” adequado e suficiente para a proteção da vida das próximas gerações. O alcance desse objetivo requer a conjuntura de forças e poderes, como o engajamento do público e do privado, sociedade civil e de todos que desejam participar da formação de uma sociedade sustentável – socialmente responsável economicamente rentável e ambientalmente legal.

Segundo cita o site dos objetivos do milênio, o Brasil foi o principal articulador da criação do G-20 nas negociações de liberalização de comércio da Rodada de Doha da Organização Mundial de Comércio. Também se destaca no esforço para universalizar o acesso a medicamentos para a AIDS. A meta que é composta por: avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro não discriminatório, tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, formular e executar estratégias que ofereçam aos jovens um trabalho digno e produtivo e tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial de informação e de comunicações, ainda não foi alcançado pelo Brasil em todos os seus aspectos.

Contudo, se todos os setores da economia juntamente com a sociedade se unirem em prol desse objetivo, o mesmo terá sucesso. Algumas sugestões de ações são: Escolher temas de interesse comum e promover encontros entre escola e comunidade e organizações sociais, Não votar em candidatos que ofereçam, em troca de votos, favores como emprego, dinheiro, cestas básicas, consultas médicas etc, Fiscalizar a atuação dos políticos, exigindo que eles cumpram as promessas de campanha, Exercer o dever de cidadão, participando ativamente do planejamento da cidade – por meio do Orçamento Participativo, do Plano Diretor ou dos Conselhos Municipais, Participar de discussões e projetos em prol dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), incentivando o engajamento de outras pessoas, organizações e empresas, dentre outros.

 Thays Garcia – Acadêmica de Secretariado e Secretária da Dialogus.

O Objetivo do Milênio número 7, visa promover o desenvolvimento sustentável, reduzir a perda de diversidade biológica e reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso à água potável e esgotamento sanitário. De acordo com o site do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), em que cita este objetivo, o Brasil reduziu o índice de desmatamento, o consumo de gases que provocam o buraco na camada de ozônio e aumentou sua eficiência energética com o maior uso de fontes renováveis de energia. O acesso à água potável deve ser universalizado, mas a meta de melhorar condições de moradia e saneamento básico ainda depende dos investimentos a serem realizados e das prioridades adotadas pelo país, onde as empresas, instituições e demais organizações devem contribuir para o sucesso do objetivo. A estimativa é de que o Brasil cumpra, na média nacional, todos os 8 ODM, incluindo o ODM 7. Mas este é considerado por muitos especialistas como um dos mais complexos para o país, principalmente na questão de acesso aos serviços de saneamento básico em regiões remotas e nas zonas rurais.

Em âmbito mundial a proporção de áreas protegidas tem aumentado sistematicamente. A soma das áreas protegidas na terra e no mar já é de 20 milhões de km² (dados de 2006). A meta de reduzir em 50% o número de pessoas sem acesso à água potável deve ser cumprida, mas a melhoria das condições de vida em favelas e bairros pobres está progredindo lentamente. Entre 1990 e 2006, mais de 1,6 bilhão de pessoas ganharam acesso a água potável, aumentando de 76% para 86% a proporção da população com esse acesso. São 76 os países que estão no caminho para o cumprimento dessa meta, mas 23 estão estagnados e 5 apresentaram retrocesso de acordo com dados mais recentes do Banco Mundial.

Um bilhão de pessoas ainda não têm acesso a água potável. Ao longo dos anos 90, no entanto, quase o mesmo número de pessoas ganhou acesso à água bem como ao saneamento básico. A água e o saneamento são dois fatores ambientais chaves para a qualidade da vida humana. Ambos fazem parte de um amplo leque de recursos naturais que compõem o nosso meio ambiente — florestas, fontes energéticas, o ar e a biodiversidade — e de cuja proteção dependemos nós e muitas outras criaturas neste planeta. Os indicadores identificados para esta meta são justamente “indicativos” da adoção de atitudes sérias nas esferas de primeiro, segundo e terceiro setor.

Seguem alguns exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores:

• Apoio a iniciativas na implementação de práticas ambientais sustentáveis e responsáveis, através da conscientização e disseminação das informações nas escolas, comunidades, empresas;

• Programas de mobilização coletiva para estímulo à reciclagem e reutilização de materiais;

• Ações de voluntariado na comunidade com vistas à educação e sensibilização da população, com interferência direta nas associações e órgão representativos, escolas, parques, reservas, etc.;

• Suporte a projetos de pesquisa e formação na área ambiental;

• Promoção de concursos internos ou locais que estimulem o debate e a conscientização individual sobre o meio ambiente e a importância da colaboração de cada um;

• Desenvolvimento de programas parceiros no tratamento de resíduos procurando reverter o resultado em benefício de comunidades carentes.

Dessa forma, ainda é necessária a união de todas as esferas sociais, para se conseguir atingir com sucesso o Objetivo do Milênio número 07 e melhorar a situação atual. A Dialogus Consultoria em Responsabilidade Social faz sua parte quando produz projetos que implantem uma Gestão Sustentável em escolas, universidades, empresas e instituições. Contudo, é fundamental que cada cidadão implante no seu cotidiano a gestão da responsabilidade socioambiental, afinal quando todos se unem em prol do mesmo objetivo, é mais fácil alcança-lo.

 Thays Garcia – Acadêmica de Secretariado pela UFC e Secretária da Dialogus

Epidemias mortais vêm destruindo pessoas de várias gerações em toda parte do planeta. Os países em desenvolvimento são os que mais sofrem com isso. Tendo em vista essa realidade, a Organização das Nações Unidas estabeleceu como o 6° objetivo de desenvolvimento do Milênio: Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está comprometida no combate de várias doenças, dentre elas a tuberculose, que causa a morte de cerca de 200 crianças, com menos de 15 anos, todos os dias. No início desse mês a OMS lançou um plano de ação que pode evitar que mais de 74 mil crianças morram de tuberculose por ano. O plano de ação recomenda várias atividades em níveis nacional e global, incluindo melhor recolhimento e transmissão de dados, desenvolvimento da formação de trabalhadores da saúde para lidar com a doença e desenvolvimento de estratégias centradas na comunidade e nas famílias para a prestação de serviços eficazes e abrangentes.

A Aids é uma doença ainda sem cura, apesar de 2 pessoas já terem sido curadas, não há nenhum tratamento comprovado eficaz para erradicar o vírus HIV. O caso mais recente de cura é o da menina americana que foi infectada no parto, em 2010. O outro caso de eliminação do vírus foi em um adulto que para tratar uma leucemia recebeu um transplante de medula, que era geneticamente resistente ao vírus.

A Amazônia ainda tem um alto índice de pessoas contaminadas pelo mosquito transmissor da malária. Esse número prejudica também a economia da região, pois há uma considerável queda na mão de obra para o trabalho na agricultura. O número de casos diminuiu em 30% no primeiro semestre desse ano em relação ao mesmo período do ano passado. Estão sendo realizadas pesquisas na região para o combate da malária, que se não for tratada pode levar a pessoa a morte.

Além de governos e instituições de pesquisas, organizações sem fins lucrativos estão engajadas para atingir o 6° objetivo do milênio. O Rotary Clube, instituição internacional, vem realizando um árduo trabalho para erradicar a poliomielite. A Campanha que leva o nome em inglês “End Polio Now” (Acabar Pólio Agora) visa levar vacina contra a paralisia infantil para a população dos países mais pobres e para aquelas pessoas que não têm acesso a vacina.

No site Objetivos do Milênio há algumas sugestões de ações. São elas:

  • Fazer visitas domiciliares para mostrar os locais que podem favorecer a dengue, principalmente no verão, época de epidemias de dengue.
  • Incentivar a população a participar das campanhas de vacinação.
  • Fazer campanhas de informação, mobilização e prevenção à Aids e de outras doenças epidêmicas.
  • Divulgar informações sobre todas as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), na comunidade. Orientar sobre sintomas e busca de tratamento médico.
  • Fazer levantamento sobre os serviços disponíveis – remédios, postos de saúde, centros de atendimento.
  • Cuidar de nossa higiene, e incentivar e orientar que outros façam o mesmo.
  • Usar preservativo, exigir sangue testado e não compartilhar seringas e agulhas, prevenindo-se do HIV.
  • Procurar um posto de saúde ao identificar manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, dormentes na pele. Hanseníase tem cura.
  • Doar sangue periodicamente aos hemocentros e estimular que outras pessoas o façam.
  • Não deixar acumular água em plantas, vasos, calhas, pneus, vidros e outros recipientes, evitando que surjam focos do mosquito transmissor da dengue em casa, na rua, no bairro.
  • Encaminhar as pessoas com febre e tosse persistentes ao serviço de saúde, além de orientar os portadores de tuberculose para que façam o tratamento completo – mesmo que não apresentem mais os sintomas da doença.
  • Sensibilizar familiares e amigos a não estimularem o consumo de bebida alcoólica por crianças e adolescentes, contribuindo para prevenir o alcoolismo e suas conseqüências.
  • Identificar, na família e na comunidade, pessoas que fazem uso abusivo de álcool, encaminhando-as aos serviços de saúde para tratamento médico e apoio psicossocial.
  • Incentivar o debate entre a universidade, as escolas e a comunidade para atingir mais amplamente esse objetivo.

  Renata Lima – Consultora da Dialogus e Administradora.

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Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio trouxe aos países uma nova perspectiva de lidar com os problemas de natureza social, ambiental e desenvolvimentista. Um dos objetivos e o qual tratarei aqui é “Melhorar a Saúde das Gestantes”. Não menos importante que os outros ODM’s, este nos remete a um problema muito comum e uma triste realizada enfrentada por milhões de mulheres em idades fértil (10 a 49 anos de idade) em todo o mundo, é a precária situação de insalubridade que a maioria destas convive diariamente, com fatores como falta de acompanhamento médico e pré-natal, carência de serviços básicos de saúde e assistência familiar atenuam os problemas que uma gravidez pode trazer para a mulher.

A ONU nos retrata que a mortalidade materna continua inaceitavelmente elevada em muitos dos países em desenvolvimento. Mais de 350 mil mulheres morrem anualmente de complicações durante a gravidez ou o parto, quase todas elas nos países em desenvolvimento.

Na África Subsariana, o risco de mortalidade materna é 1 em 30, comparado com 1 em 5.600 nas regiões desenvolvidas. Todos os anos, mais de 1 milhão de crianças são deixadas sem mãe, e as crianças que perderam suas mães têm até 10 vezes mais chances de morrer prematuramente.

No Brasil foi registrada uma redução na mortalidade materna, desde 1990, de praticamente 50%. A Razão de Mortalidade Materna (RMM) corrigida para 1990 era de 140 óbitos por 100 mil nascidos, enquanto em 2007 declinou para 75 óbitos.

Algo muito preocupante é que na sua maioria, as mortes maternas são evitáveis . Mais de 80% das mortes maternas são causadas por hemorragias, sépsis, aborto em condições de risco, obstrução do parto e doenças hipertensivas da gravidez.

Alguns projetos estão sendo desenvolvidos no Brasil com objetivo de reduzir todos os problemas de saúde pública e comunitária, com ações voltadas principalmente para a mortalidade infantil e materna, como também para conscientização de cuidados necessários para uma gravidez saudável.

Vejamos aqui o exemplo da Prefeitura de Sobral – CE com o Projeto “Trevos de Quatro Folhas”, fonte: Programa Voluntários das Nações Unidas/PNUD:

A ideia chave é reduzir a morbimortalidade materna e infantil, através de uma nova gestão do cuidado materno-infantil e da mobilização da sociedade em prol da intervenção.

A estratégia Trevo de Quatro Folhas foi implantada pela Secretaria da Saúde e Ação Social, em 2001 no Município de Sobral, com o propósito de combater os fatores de risco biológico e social para a gestante e o bebê e corrigir as falhas na assistência destes. Foram identificados os principais problemas relacionados à mortalidade materna e infantil, tais como: início tardio do pré-natal; parto prematuro por impossibilidade da gestante cumprir o repouso médico prescrito; falta de apoio às mães para cuidar do bebê, dos outros filhos e da casa; dificuldades para o aleitamento materno e falta de articulação entre os níveis de atenção.

Foram percebidos vários problemas, e assim foram traçados alguns objetivos da intervenção, como: reduzir a morbimortalidade materna e infantil através da reorganização da atenção no pré-natal, no parto e nascimento, no puerpério e nos dois primeiros anos de vida, partindo de um sistema integral de monitoramento que retroalimenta as ações; e melhorar a qualidade de vida das gestantes, parturientes, puérperas, nutrizes e crianças em situação de risco clínico e social mediante a mobilização de madrinhas e padrinhos sociais.

Com isso houve a mobilização dos cidadãos com ações de Voluntariado e a participação da sociedade é assegurada pelo trabalho das mães sociais, pela contrapartida das famílias beneficiadas, e pela mobilização de madrinhas e padrinhos sociais. São 15 articuladoras sociais voluntárias que trabalham na captação de recursos e 100 mães sociais que apesar de serem remuneradas como diaristas atuam a partir do ideário do voluntariado, dada a necessidade de articulação da rede social primária de apoio à gestante e à criança. Além disso, 120 madrinhas e padrinhos sociais se envolvem nas ações.

 Natália Menezes – Estagiária de Terceiro Setor da Dialogus.

 

No Brasil, mais de 50 mil crianças de 0 a 5 anos de idade morrem todos os anos, a maioria, cerca de 80%, antes do seu primeiro aniversário e, muitas vezes, os óbitos são causados por razões evitáveis, como doenças não congênitas e ausência de pré-natal. A mortalidade infantil, quarta meta a ser cumprida nos objetivos do milênio é atualmente um grande problema na sociedade, pois é um dos principais indicadores de saúde pública, refletindo vários aspectos do estado e condições das populações, como a disponibilidade de assistência médica, de estruturas de apoio médico (hospitais) e sanitário, condições socioeconômicas, incidência de doenças infectocontagiosas e alterações genéticas entre outro dados.

A mortalidade infantil se caracteriza pela morte de crianças no primeiro ano de vida e pode ser geralmente estimada sob forma de um coeficiente ou taxa. A taxa de mortalidade infantil traduz o número de óbitos de crianças, com menos de um ano, ocorrido durante um determinado período de tempo. A meta que é reduzir em dois terços, até 2015 a mortalidade de crianças menores de 5 anos, já foi alcançada pelo Brasil. Cinco anos antes de acabar o prazo, o Brasil cumpriu a meta e reduziu a taxa de mortalidade infantil de 29,7 em 2000 pra 15,6 por 1 mil nascidos vivos em 2010.

Existem diversas inciativas interessantes que contribuem para o alcance do objetivo em questão, como o projeto “Salvando Vidas de Crianças no Nordeste do Brasil”, da Fundação Abrinq – Save the Children, que irá atuar até 2016 com a promoção de ações voltadas para a redução dos índices de mortalidade infantil e materna na região do Sertão Nordestino. Para ampliar sua proximidade com as comunidades atendidas, o Salvando Vidas distribui materiais educativos sobre temas como pré-natal, parto e pós-parto e saúde sexual e reprodutiva, veicula programas em rádios locais que abordem amamentação, gravidez segura, parto e educação alimentar para gestante e bebê e promove apresentações abertas de peça teatral relacionadas a maternidade para a população dos municípios atendidos.

Assim como instituições como a Abrinq influenciam para a continuidade do sucesso do objetivo, o principal programa do Governo Federal para a redução da mortalidade é a Rede Cegonha, criado em 2011. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde já investiu cerca de R$ 3,3 bilhões, e o programa tem a adesão de 4.729 municípios brasileiros. A Política de aleitamento materno, o Programa Nacional de Imunização e o Aqui tem Farmácia Popular, são outros programas do governo que também contribuem com a diminuição de morte do número de crianças no país.

As empresas podem contribuir através do apoio a programas de acesso à água potável para populações carentes, principal causador das doenças infecciosas infantis; Promoção de campanhas de conscientização no combate a Aids, visando a prevenção de crianças portadoras do vírus; Suporte a programas de acesso, das crianças portadoras do HIV e outras doenças infecciosas a medicamentos específicos; Programas educacionais, em comunidades carentes, de esclarecimento sobre higiene pessoal e sanitária, aleitamento materno e nutrição infantil.

Quando todos os setores da sociedade trabalham em busca de um mesmo objetivo, fica mais acessível o resultado do mesmo. Uma simples informação pode salvar uma vida. Dessa forma, instituições, governo e empresas contribuíram para que o Brasil conseguisse alçar mais um dos Objetivos do Milênio.

 Thays Garcia – Acadêmica de secretariado pela UFC e Secretária da Dialogus

 

O 3° Objetivo de Desenvolvimento do Milênio visa promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres. Ainda no século passado as mulheres não tinham espaço no mercado e nem acesso à escolaridade formal. Atualmente, ainda dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres e 80% dos refugiados são mulheres e crianças. Superar as diferenças entre os gêneros no acesso à escolarização formal e promover políticas que ofereçam oportunidades para mulheres ocuparem papéis cada vez mais ativos no mundo econômico e político são essenciais para superar essa desigualdade.

No âmbito da educação, atualmente no mundo, o índice de matrículas de meninas no ensino primário aumentou significativamente. Vários países já conseguiram alcançar igualdade de gênero nas escolas. Em 2008, nos países em desenvolvimento, a média de matrículados no ensino primário era de 96 meninas para cada 100 meninas, já no ensino secundário era de 95 meninas para cada 100 meninos. A expectativa é de que esse objetivo seja alcançado globalmente em 2015 para ambos os níveis de ensino. No Brasil, as metas previstas já foram alcançadas: meninas e mulheres já são maioria em todos os níveis de ensino.

Já no âmbito da política, a cota global de mulheres no parlamento continua a crescer lentamente e chegou a 19% em 2010. Ações afirmativas continuam sendo o principal fator a impulsionar o progresso para as mulheres. No Brasil, nesse mesmo ano, elas ficaram com 13,6% dos assentos no Senado, 8,7% na Câmara dos Deputados e 11,6% no total das Assembleias Legislativas.

O empoderamento das mulheres é importante não apenas para o cumprimento do Objetivo 3, mas para vários outros objetivos, em especial os ligados a pobreza, fome, saúde e educação. No Brasil, as mulheres já estudam mais que os homens, mas ainda têm menos chances de emprego, recebem menos do que homens trabalhando nas mesmas funções e ocupam os piores postos. Em 2008, 57,6% das brasileiras eram consideradas economicamente ativas, frente a 80,5% dos homens.

Mesmo com melhorias nos indicadores, ainda persiste a desigualdade das mulheres em relação aos homens no mercado de trabalho, nos rendimentos e na política, mas o que mais chama a atenção é a violência doméstica que continua atingindo milhares de mulheres brasileiras. O Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher foi lançado em 2007 e consiste em um acordo federativo entre governos federal, estaduais e municipais, que abrange as dimensões da prevenção, assistência, combate e garantia de direitos às mulheres.

É possível intituições do primeiro, segundo e terceiro setores tomarem algumas medidas dentro de suas gestões para atinigir esse objetivo de forma eficiente e eficaz. Algumas ações como: Implantação de programas de capacitação e melhoria na qualificação das mulheres; Criação de oportunidades de inserção da mão-de-obra feminina, em atividades alternativas consideradas masculinas; Incluir a valorização do trabalho da mulher em programas de diversidade; e Valorização de ações comunitárias que envolvam o trabalho feminino, apoiando iniciativas que promovam o cooperativismo e a autosustentação.

Renata Lima: Consultora da Dialogus e administradora.

O segundo objetivo traçado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para o Desenvolvimento do Milênio, foi a Educação Básica de Qualidade Para Todos. Com isso está sendo desenvolvido em todo o mundo, diversas iniciativas que contemple de forma eficiente e eficaz a causa prioritária que é a garantia de que até 2015 todas as crianças, de ambos os sexos, tenham recebido educação de qualidade e concluído o ensino básico.

Quando falamos de Educação, é importante salientar que o processo pelo qual um indivíduo percorre até uma alfabetização, vai muito além da habilidade de ler e escrever. A ação alfabetizadora deve ser desenvolvida contemplando uma formação cidadã, cultural e crítica. A cidadania aqui tratada refere-se à participação democrática, a e a possibilidade de reflexão sobre suas escolhas e oportunidades.

Uma Educação Básica de Qualidade para Todos os cidadãos brasileiros possibilita uma consciência coletiva de seus direitos e deveres perante a sociedade, e que por consequência um desenvolvimento sustentável de um país em desenvolvimento.

Aconteceu em Brasília, o “2° Congresso Todos pela Educação: Agenda de Todos Prioridade Nacional”, onde representantes do governo, sociedade civil, e empresas discutiram sobre os investimentos e ações necessários para o uma educação de qualidade para todos. Foi tema de debate no evento, a parceria entre os três setores da sociedade.

“A importância do trabalho do terceiro setor em parceria com os setores público e privado é fundamental para o desenvolvimento de uma Educação pública de qualidade para todos. Isso porque o terceiro setor, formado por entidades e organizações da sociedade civil, permite mais experimentações e inovações em projetos e políticas públicas.”

Do Todos Pela Educação, em Brasília.

No mundo, o número de matrículas no ensino primário aumentou consideravelmente nos últimos 15 anos, porém os reais níveis de aprendizagem continuam baixos em vários países. De acordo com a ONU, no mundo há pelo menos 250 milhões de crianças em idade escolar que não são capazes de ler, escrever ou contar, de acordo com os padrões mínimos de aprendizagem.

O relatório “Em Direção a uma Aprendizagem Universal: Recomendações da Comissão Especial sobre Métricas de Aprendizado” recomenda que os sistemas de ensino devem trabalhar visando sete categorias de aprendizagem com crianças e jovens. São elas: bem-estar físico, social, e emocional, cultura e artes, alfabetização e comunicação, abordagens e cognição, matemática e ciência e tecnologia. O relatório também solicitou que as pessoas envolvidas com a educação nos países estimulem a universalidade da educação básica e promovam mudanças na maneira de ensinar e consequentemente no modo de aprendizado..

De acordo com a UNESCO, apesar do grande número de crianças em idade escolar não ser capaz de ler, escrever ou contar, a quantidade de pessoas letradas no mundo aumentou. Porém mulheres e meninas continuam recebendo menos educação do que do sexo masculino. Cerca de 774 milhões de adultos – pessoas com mais de 15 anos – continuam sem saber ler. Desse total, 64% são mulheres. Entre os 123 milhões de analfabetos de 15 a 24 anos, 76 milhões são do sexo feminino.

A relevante importância de programas que incentive e contribua para a propagação de uma Educação de qualidade para os brasileiros, é um dever de todos nós, iniciativas simples partindo voluntariamente da vontade de cada brasileiro pode fazer a diferença na vida de muitos que precisam de ajuda. Vejamos abaixo algumas atitudes traçadas pelo Portal ODM:

1. Organizar atividades de estímulo à leitura em uma biblioteca, para jovens do bairro ou da escola pública local.

2. Realizar, em uma escola pública, ações esportivas, culturais ou pedagógicas, visando aproximar a comunidade da escola. Disciplina, respeito e cooperação podem ser reforçados nesse momento.

3. Articular a construção de rampas de acesso para deficientes na escola pública do bairro, seguindo as orientações do código de obras do município e as normas da ABNT, tendo auxílio de pedreiros e engenheiros ou arquitetos.

4. Organizar uma campanha sobre a necessidade de combater o Trabalho Infantil Doméstico e sobre a importância da permanência dos filhos na escola.

5. Fazer visitas de casa em casa na comunidade para identificar as pessoas analfabetas e orientá-las sobre os programas de alfabetização de adultos.

6. Organizar uma gincana (esportiva/cultural) para arrecadação de livros e de materiais didáticos para doação a escolas, instituições ou bibliotecas públicas.

7. Promover, em uma escola pública, uma palestra sobre a importância do Conselho Escolar, envolvendo a comunidade do entorno.

8. Fazer uma pesquisa na comunidade e identificar as crianças que estão fora da escola, orientando-as sobre a importância do ensino e denunciando o fato ao Conselho Tutelar da cidade.

Organizações do primeiro e do terceiro setor podem auxilar na formação e no desenvolvimento humano. Há empresas no Brasil e no mundo que oferecem educação primária para os filhos de seus funcionários. Algumas ONGs estão construindo escolas que, apesar de serem qualificadas como instituições do terceiro setor, têm trabalhos diferenciados e resultados de aprendizagem concretos.

Natália Menezes – Estagiária de Terceiro Setor da Dialogus

O primeiro dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), é acabar com a fome e a miséria no mundo. Segundo a Organização das Nações Unidas em seu relatório sobre O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2012 (SOFI), uma a cada oito pessoas morrem de fome, totalizando cerca de 868 milhões de famintos (12,5% da população mundial). No Brasil, em 2009, segundo o IBGE, 11,2 milhões de brasileiros – 5,8% da população passou fome por não ter recursos para comprar alimento. Diante desse cenário, cerca de 70% das atividades relacionadas aos objetivos dos ODM no Brasil são de responsabilidade das autoridades locais. Uma das consequências do sucesso da erradicação da pobreza no Brasil, é que mais de 35 milhões de pessoas não sofreriam mais com a fome. Nessa perspectiva organizações de diversos setores vem contribuindo para alcance desse importante objetivo.

Criado em 1993, o Programa Abastecer, iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte – MG, consiste em garantir o acesso da população a produtos hortifrutigranjeiros de preço acessíveis e de qualidade. O programa promove a competição entre agentes do comércio varejista a partir da permissão de uso dos espaços públicos, por meio de parcerias com empresários. É desenvolvido em balcões ou lojas, por permissionários, pessoas físicas e /ou jurídicas que venceram processos de concorrência, aos quais cabe a instalação e/ou construção, as compras junto aos atacadistas ou produtores, as despesas de pessoal e outras. Além de regular os preços, o programa tem a finalidade de criar empregos diretos e indiretos. O município é responsável pela cessão dos terrenos e pela fiscalização da atividade. A iniciativa facilitou o acesso da população a produtos mais próximos de casa, com preços tabelados, em média 30% mais baratos do que o comércio regular. Além disso, resultou na diminuição do desperdício através do reaproveitamento dos produtos pelo Banco de Alimentos. O Programa Abastecer é um dos vencedores do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil 2009.

Outra iniciativa, que muito contribui para o objetivo em questão é o Programa Fome Zero. A finalidade desse programa é combater as causas estruturais da fome e da pobreza e ao mesmo tempo assegurar que haja comida na mesa de quem mais precisa. Organizado em políticas e ações, o Programa Fome Zero se propõe a garantir o direito ao alimento de qualidade, atribuição governamental que se concretiza com o apoio de entidades e organizações sociais. A iniciativa alcança além das ações emergenciais no combate à fome e à pobreza, um conjunto de políticas voltadas para tratar as suas causas, como por exemplo: geração de emprego e renda, incentivo à agricultura familiar, reforma agrária, programas de convivência com a seca e programa de alfabetização, dessa forma, reúne políticas estruturais que combatem as causas da pobreza, políticas específicas que buscam interromper o binômio “fome-pobreza” e políticas locais, urbanas e rurais que apoiam e divulgam iniciativas de prefeituras e da sociedade.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) desenvolveu o aplicativo “Brasil Sem Miséria no seu Estado”. Com essa ferramenta gestores estaduais de todo o país poderão construir políticas públicas na luta contra a extrema pobreza no Brasil.

Esse aplicativo reúne informações que podem servir como referência para o planejamento de ações e amplia a transparência de recursos e gastos. Além disso, pode-se encontrar ainda levantamentos sobre programas sociais e ações como Brasil Verde, Unidade Básica de Saúde, Água para todos e informações como o mercado de trabalho no estado, dentre outros dados.

O Brasil já cumpriu o objetivo de reduzir pela metade o número de pessoas vivendo em extrema pobreza até 2015: de 25,6% da população em 1990 para 4,8% em 2008. Mesmo assim, 8,9 milhões de brasileiros ainda tinham renda domiciliar inferior a US$ 1,25 por dia até 2008. O Brasil Sem Miséria contribui para esses resultados, pois é um programa que pretende retirar mais de 16 milhões de brasileiros da extrema pobreza. O Brasil Carinhoso também é uma iniciativa que integra o Brasil Sem Miséria, sua meta é a superação da miséria em todas as famílias com crianças de 0 a 6 anos, além de ampliar o acesso a creche, pré-escola e saúde. O benefício para superar a pobreza extrema é de pelo menos R$ 70 por pessoa, que é destinado a famílias extremamente pobres com crianças nessa faixa etária. O inicio do pagamento, em junho de 2012, reduziu a extrema pobreza total em 40%.

Globalmente, o objetivo de redução da pobreza é um dos mais propensos a ser ultrapassado. Até 2015, segundo estimativas do Banco Mundial, a taxa global de pobreza (renda) é projetada ao redor de 15%, ligeiramente acima dos 14,1% previstos antes da crise financeira mundial, mas ainda superando as metas graças a ganhos acumulados no passado. De acordo com o Banco Mundial, a crise teria levado um adicional de 64 milhões de pessoas para o grupo dos extremamente pobres ao final de 2010. Como resultado disso, estima-se que 53 milhões de pessoas não conseguirão sair da pobreza até 2015, como previsto anteriormente.

O objetivo de se acabar com a fome e a pobreza pode ser concretizado não somente com ações de cunhos organizacionais, porém, com o autointeresse de cada cidadão em compreender e ajudar aqueles que mais precisam de alimento e oportunidades. O que alimenta a fome é a sensação de que é um problema que não nos pertence, e contra o qual pouco podemos fazer.

Thays Garcia – Acadêmica de secretariado pela UFC e Secretária da Dialogus.

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez uma análise durante a década de 90 e identificou os maiores problemas mundias. Em setembro de 2000 houve a Declaração do Milênio, apresentando o papel das Nações Unidas. Em agosto do ano seguinte a ONU publicou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), que são 8 e visam de uma forma geral o desenvolvimento, melhorando as condições econômicas e sociais de países pobres. Em 2007 foi criado o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, que está presente em 166 países. A ideia do programa é fazer campanhas e mobilizar as pessoas para trabalharem na busca dos ODMs.

“8 jeitos de mudar o mundo” assim também são chamados os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), são os seguintes:

1° – Acabar com a fome e a miséria

2° – Educação básica de qualidade para todos

3° – Igualdade entre sexos e valorização da mulher

4° – Reduzir a mortalidade infantil

5° – Melhorar a saúde das Gestantes

6° – Combater a AIDS, a Malária e outras doenças

7° – Qualidade de Vida e Respeito ao Meio Ambiente

8° – Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento

Governos, instituições privadas, organizações sem fins-lucrativos e sociedade estão envolvidos para atingir esses objetivos até 2015. No fim desse mês, acontecerá um fórum da ONU para definir algumas ações para acelerar o atingimento dos objetivos no tempo estimado. Paralelo a isso, vamos apresentar cada um dos objetivos, mostrando o que tem sido feito nos últimos anos, os benefícios gerados nos países que estão trabalhando com os ODMs, e as organizações que estão empenhadas para realizar esse trabalho desafiador.

No Brasil, o governo criou a agenda de compromissos 2013-2016, que representa um pacto entre o governo federal e os municípios para a execução de ações que possam melhorar a vida da população, sob o foco dos Objetivos do Milênio. A agenda está disponível no site http://www.odmbrasil.gov.br, que foi desenvolvido visando transparecer e disseminar os 8 objetivos de desenvolvimento do milênio. Há um espaço para cidadão e outro para municípios, que devem ter acesso com login e senha.

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio podem ser realizados com a união de esforços de governos, empresas e ONGs. É de fundamental importância que instituições privadas façam a sua parte para atingir a meta. Para que fazer isso? São inúmeros os benefícios que uma empresa pode ter se tornando sustentável. O que fazer e Como fazer? A Dialogus Consultoria é especializada em Responsabilidade Social e tem ferramentas para transformar uma empresa em uma organização socioambiental responsável.

 Renata Lima – Consultora da Dialogus e Administradora.


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