Palestra: Responsabilidade Social para Pequenas e Médias Empresas

Dialogus Consultoria • 26 mar 2013

Muito se fala da obrigatoriedade (ou não) das empresas, públicas ou privadas, em disseminarem práticas responsáveis nos âmbitos social e ambiental. Porém, devemos nos atentar ao fato de que uma empresa, por mais que seja encarada como um “organismo com vida própria”, nada mais é do que a consequência de uma infinidade de decisões, tomadas em inúmeros planejamentos, por diversas pessoas.

Pensando dessa forma, podemos concluir que uma empresa é composta por uma diversidade de seres pensantes – e que suas ações dependem desses seres. Assim, ao exigirmos ações mais éticas e responsáveis de uma empresa, estamos exigindo que não somente um único ser passe a agir diferente, mas sim um conjunto muito amplo de homens e mulheres, que possuem crenças, ideias e até mesmo formações educacionais diferentes. É nesse momento que se nota a importância de um ensino profissional de qualidade para o bom desempenho das organizações.

Em uma pesquisa recente que realizei com as 10 Instituições de Ensino Superior (IES) melhor avaliadas pelo Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado pelo Iep/MEC, analisei a abordagem dada pelos cursos de administração de empresas aos conceitos e práticas da Responsabilidade Social Corporativa (RSC). Das 10 selecionadas, duas não possuem graduação em administração de empresas, o que reduziu o estudo para 8 IES. Na ocasião, foram entrevistados todos os coordenadores dos cursos de administração, buscando as suas percepções quanto ao trato da temática nas instituições envolvendo os discentes do curso.

A pesquisa possibilitou diversas conclusões, e algumas delas são:

I. Das 8, apenas 5 têm uma disciplina que trata diretamente do tema responsabilidade social corporativa, sendo que apenas 2 enquadram essa disciplina na matriz de disciplinas obrigatórias ao curso;

II. O termo “ética” é bastante utilizado quando se trata do temática em questão. Em todas as IES que possuem disciplina de RSC, consta na ementa o estudo da ética, abordando suas teorias, conceitos, dilemas e aplicação aos negócios;

III. Os agentes mais atuantes na disseminação dos conceitos e práticas da RSC são professores e coordenadores com maior formação acadêmica, em geral mestres e doutores, e que possuem alguma vivência ou contato direto com outros países, principalmente europeus;

IV. Todos os coordenadores dos cursos reconheceram a abordagem do tema como fundamental à formação de administradores mais conscientes, éticos, responsáveis e críticos;

V. A maioria das atividades extraclasse são voltadas ao desenvolvimento empreendedor e responsável das comunidades do entorno das instituições, ou de participantes de projetos sociais promovidos por Organizações do Terceiro Setor, com as quais a IES possui parceria;

VI. 100% dos coordenadores enfatizaram a diferença entre responsabilidade social e práticas filantrópicas como uma questão importante a ser trabalhada com os discentes nas IES para que estes possam atuar mais conscientes nas empresas;

VII. Há uma facilmente notável diferença entre as IES públicas e privadas. As públicas possuem pouca atuação nas práticas de responsabilidade social, além de uma abordagem muito fraca sobre o tema (ou mesmo ausência de abordagem). As particulares se mostram bem mais desenvolvidas, com disciplinas específicas, abordagem transversal (em outras disciplinas) e práticas incentivadas pelas instituições, promovendo um contato direto dos alunos com a sociedade.

VIII. Apesar do grande incentivo de várias IES, constatou-se que na maior parte dos casos os alunos não tomam a iniciativa de procurar formas de se engajar nas práticas. No geral, as coordenações do curso de administração são responsáveis por elaborar formas de atrair participantes, seja por incentivos ou por medidas compulsórias.

Dessa forma, nota-se que já existe um trabalho no sentido de se formar profissionais capazes de tomar decisões estratégicas, levando-se em conta questões sociais e ambientais no desenvolvimento de organizações mais sustentáveis – no sentido verdadeiro da palavra. Porém, muito ainda precisa ser feito para que um dia as empresas possam ser compostas por profissionais competentes, do ponto de vista técnico, mas que compreendam que o lucro já não pode mais ser visto como o único motivo de existência de uma organização.

 Rodrigo Tavares – Administrador e Consultor da Dialogus.

Diante das recentes mudanças ocorridas no mundo empresarial, mais especificamente com respeito à humanização do ambiente de trabalho, as organizações começaram a assimilar novas práticas voltadas para metas e resultados, porém sob um novo ponto de vista: a transformação social. A multidisciplinaridade passa então, a incorporar, no âmbito organizacional, a preocupação com os valores, meio ambiente, ética, geração de emprego, gestão de pessoas, renda e desenvolvimento sustentável.

Com essa visão, a Dialogus tem como um dos seus valores a Multidisciplinaridade, e através dela orienta as empresas a passarem a trabalhar de forma sistemática as questões sociais em consonância com o planejamento e estratégias organizacionais. A partir dessa nova postura adotada pelas empresas surge a Responsabilidade Social Empresarial como solução para as questões relacionadas as empresa e comunidade, que além de despertar a consciência social, impulsiona as estratégias nos negócios, incluindo a tangibilidade e o fortalecimento da marca.

A Dialogus incentiva dentro da própria consultoria, como nas empresas clientes times multidisciplinares, e não indivíduos, para que haja a capacidade de identificar erros e acertos nos diversos ângulos e áreas, destacá-los e, quando necessário, executá-los. Criar ambientes em que os mais diversos departamentos possam participar de maneira cooperativa das soluções, colaborando com os conhecimentos próprios à área, e juntos, disponibilizarem à empresa o necessário para o sucesso das tomadas de decisões, fazendo desse resultado o auge da aplicação da multidisciplinaridade.

 Christie Moura – Consultora da Dialogus


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