2º Objetivo do Milênio: Educação básica de qualidade para todos.

Dialogus Consultoria • 26 set 2013

O segundo objetivo traçado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para o Desenvolvimento do Milênio, foi a Educação Básica de Qualidade Para Todos. Com isso está sendo desenvolvido em todo o mundo, diversas iniciativas que contemple de forma eficiente e eficaz a causa prioritária que é a garantia de que até 2015 todas as crianças, de ambos os sexos, tenham recebido educação de qualidade e concluído o ensino básico.

Quando falamos de Educação, é importante salientar que o processo pelo qual um indivíduo percorre até uma alfabetização, vai muito além da habilidade de ler e escrever. A ação alfabetizadora deve ser desenvolvida contemplando uma formação cidadã, cultural e crítica. A cidadania aqui tratada refere-se à participação democrática, a e a possibilidade de reflexão sobre suas escolhas e oportunidades.

Uma Educação Básica de Qualidade para Todos os cidadãos brasileiros possibilita uma consciência coletiva de seus direitos e deveres perante a sociedade, e que por consequência um desenvolvimento sustentável de um país em desenvolvimento.

Aconteceu em Brasília, o “2° Congresso Todos pela Educação: Agenda de Todos Prioridade Nacional”, onde representantes do governo, sociedade civil, e empresas discutiram sobre os investimentos e ações necessários para o uma educação de qualidade para todos. Foi tema de debate no evento, a parceria entre os três setores da sociedade.

“A importância do trabalho do terceiro setor em parceria com os setores público e privado é fundamental para o desenvolvimento de uma Educação pública de qualidade para todos. Isso porque o terceiro setor, formado por entidades e organizações da sociedade civil, permite mais experimentações e inovações em projetos e políticas públicas.”

Do Todos Pela Educação, em Brasília.

No mundo, o número de matrículas no ensino primário aumentou consideravelmente nos últimos 15 anos, porém os reais níveis de aprendizagem continuam baixos em vários países. De acordo com a ONU, no mundo há pelo menos 250 milhões de crianças em idade escolar que não são capazes de ler, escrever ou contar, de acordo com os padrões mínimos de aprendizagem.

O relatório “Em Direção a uma Aprendizagem Universal: Recomendações da Comissão Especial sobre Métricas de Aprendizado” recomenda que os sistemas de ensino devem trabalhar visando sete categorias de aprendizagem com crianças e jovens. São elas: bem-estar físico, social, e emocional, cultura e artes, alfabetização e comunicação, abordagens e cognição, matemática e ciência e tecnologia. O relatório também solicitou que as pessoas envolvidas com a educação nos países estimulem a universalidade da educação básica e promovam mudanças na maneira de ensinar e consequentemente no modo de aprendizado..

De acordo com a UNESCO, apesar do grande número de crianças em idade escolar não ser capaz de ler, escrever ou contar, a quantidade de pessoas letradas no mundo aumentou. Porém mulheres e meninas continuam recebendo menos educação do que do sexo masculino. Cerca de 774 milhões de adultos – pessoas com mais de 15 anos – continuam sem saber ler. Desse total, 64% são mulheres. Entre os 123 milhões de analfabetos de 15 a 24 anos, 76 milhões são do sexo feminino.

A relevante importância de programas que incentive e contribua para a propagação de uma Educação de qualidade para os brasileiros, é um dever de todos nós, iniciativas simples partindo voluntariamente da vontade de cada brasileiro pode fazer a diferença na vida de muitos que precisam de ajuda. Vejamos abaixo algumas atitudes traçadas pelo Portal ODM:

1. Organizar atividades de estímulo à leitura em uma biblioteca, para jovens do bairro ou da escola pública local.

2. Realizar, em uma escola pública, ações esportivas, culturais ou pedagógicas, visando aproximar a comunidade da escola. Disciplina, respeito e cooperação podem ser reforçados nesse momento.

3. Articular a construção de rampas de acesso para deficientes na escola pública do bairro, seguindo as orientações do código de obras do município e as normas da ABNT, tendo auxílio de pedreiros e engenheiros ou arquitetos.

4. Organizar uma campanha sobre a necessidade de combater o Trabalho Infantil Doméstico e sobre a importância da permanência dos filhos na escola.

5. Fazer visitas de casa em casa na comunidade para identificar as pessoas analfabetas e orientá-las sobre os programas de alfabetização de adultos.

6. Organizar uma gincana (esportiva/cultural) para arrecadação de livros e de materiais didáticos para doação a escolas, instituições ou bibliotecas públicas.

7. Promover, em uma escola pública, uma palestra sobre a importância do Conselho Escolar, envolvendo a comunidade do entorno.

8. Fazer uma pesquisa na comunidade e identificar as crianças que estão fora da escola, orientando-as sobre a importância do ensino e denunciando o fato ao Conselho Tutelar da cidade.

Organizações do primeiro e do terceiro setor podem auxilar na formação e no desenvolvimento humano. Há empresas no Brasil e no mundo que oferecem educação primária para os filhos de seus funcionários. Algumas ONGs estão construindo escolas que, apesar de serem qualificadas como instituições do terceiro setor, têm trabalhos diferenciados e resultados de aprendizagem concretos.

Natália Menezes – Estagiária de Terceiro Setor da Dialogus

O primeiro dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), é acabar com a fome e a miséria no mundo. Segundo a Organização das Nações Unidas em seu relatório sobre O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2012 (SOFI), uma a cada oito pessoas morrem de fome, totalizando cerca de 868 milhões de famintos (12,5% da população mundial). No Brasil, em 2009, segundo o IBGE, 11,2 milhões de brasileiros – 5,8% da população passou fome por não ter recursos para comprar alimento. Diante desse cenário, cerca de 70% das atividades relacionadas aos objetivos dos ODM no Brasil são de responsabilidade das autoridades locais. Uma das consequências do sucesso da erradicação da pobreza no Brasil, é que mais de 35 milhões de pessoas não sofreriam mais com a fome. Nessa perspectiva organizações de diversos setores vem contribuindo para alcance desse importante objetivo.

Criado em 1993, o Programa Abastecer, iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte – MG, consiste em garantir o acesso da população a produtos hortifrutigranjeiros de preço acessíveis e de qualidade. O programa promove a competição entre agentes do comércio varejista a partir da permissão de uso dos espaços públicos, por meio de parcerias com empresários. É desenvolvido em balcões ou lojas, por permissionários, pessoas físicas e /ou jurídicas que venceram processos de concorrência, aos quais cabe a instalação e/ou construção, as compras junto aos atacadistas ou produtores, as despesas de pessoal e outras. Além de regular os preços, o programa tem a finalidade de criar empregos diretos e indiretos. O município é responsável pela cessão dos terrenos e pela fiscalização da atividade. A iniciativa facilitou o acesso da população a produtos mais próximos de casa, com preços tabelados, em média 30% mais baratos do que o comércio regular. Além disso, resultou na diminuição do desperdício através do reaproveitamento dos produtos pelo Banco de Alimentos. O Programa Abastecer é um dos vencedores do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil 2009.

Outra iniciativa, que muito contribui para o objetivo em questão é o Programa Fome Zero. A finalidade desse programa é combater as causas estruturais da fome e da pobreza e ao mesmo tempo assegurar que haja comida na mesa de quem mais precisa. Organizado em políticas e ações, o Programa Fome Zero se propõe a garantir o direito ao alimento de qualidade, atribuição governamental que se concretiza com o apoio de entidades e organizações sociais. A iniciativa alcança além das ações emergenciais no combate à fome e à pobreza, um conjunto de políticas voltadas para tratar as suas causas, como por exemplo: geração de emprego e renda, incentivo à agricultura familiar, reforma agrária, programas de convivência com a seca e programa de alfabetização, dessa forma, reúne políticas estruturais que combatem as causas da pobreza, políticas específicas que buscam interromper o binômio “fome-pobreza” e políticas locais, urbanas e rurais que apoiam e divulgam iniciativas de prefeituras e da sociedade.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) desenvolveu o aplicativo “Brasil Sem Miséria no seu Estado”. Com essa ferramenta gestores estaduais de todo o país poderão construir políticas públicas na luta contra a extrema pobreza no Brasil.

Esse aplicativo reúne informações que podem servir como referência para o planejamento de ações e amplia a transparência de recursos e gastos. Além disso, pode-se encontrar ainda levantamentos sobre programas sociais e ações como Brasil Verde, Unidade Básica de Saúde, Água para todos e informações como o mercado de trabalho no estado, dentre outros dados.

O Brasil já cumpriu o objetivo de reduzir pela metade o número de pessoas vivendo em extrema pobreza até 2015: de 25,6% da população em 1990 para 4,8% em 2008. Mesmo assim, 8,9 milhões de brasileiros ainda tinham renda domiciliar inferior a US$ 1,25 por dia até 2008. O Brasil Sem Miséria contribui para esses resultados, pois é um programa que pretende retirar mais de 16 milhões de brasileiros da extrema pobreza. O Brasil Carinhoso também é uma iniciativa que integra o Brasil Sem Miséria, sua meta é a superação da miséria em todas as famílias com crianças de 0 a 6 anos, além de ampliar o acesso a creche, pré-escola e saúde. O benefício para superar a pobreza extrema é de pelo menos R$ 70 por pessoa, que é destinado a famílias extremamente pobres com crianças nessa faixa etária. O inicio do pagamento, em junho de 2012, reduziu a extrema pobreza total em 40%.

Globalmente, o objetivo de redução da pobreza é um dos mais propensos a ser ultrapassado. Até 2015, segundo estimativas do Banco Mundial, a taxa global de pobreza (renda) é projetada ao redor de 15%, ligeiramente acima dos 14,1% previstos antes da crise financeira mundial, mas ainda superando as metas graças a ganhos acumulados no passado. De acordo com o Banco Mundial, a crise teria levado um adicional de 64 milhões de pessoas para o grupo dos extremamente pobres ao final de 2010. Como resultado disso, estima-se que 53 milhões de pessoas não conseguirão sair da pobreza até 2015, como previsto anteriormente.

O objetivo de se acabar com a fome e a pobreza pode ser concretizado não somente com ações de cunhos organizacionais, porém, com o autointeresse de cada cidadão em compreender e ajudar aqueles que mais precisam de alimento e oportunidades. O que alimenta a fome é a sensação de que é um problema que não nos pertence, e contra o qual pouco podemos fazer.

Thays Garcia – Acadêmica de secretariado pela UFC e Secretária da Dialogus.

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez uma análise durante a década de 90 e identificou os maiores problemas mundias. Em setembro de 2000 houve a Declaração do Milênio, apresentando o papel das Nações Unidas. Em agosto do ano seguinte a ONU publicou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), que são 8 e visam de uma forma geral o desenvolvimento, melhorando as condições econômicas e sociais de países pobres. Em 2007 foi criado o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, que está presente em 166 países. A ideia do programa é fazer campanhas e mobilizar as pessoas para trabalharem na busca dos ODMs.

“8 jeitos de mudar o mundo” assim também são chamados os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), são os seguintes:

1° – Acabar com a fome e a miséria

2° – Educação básica de qualidade para todos

3° – Igualdade entre sexos e valorização da mulher

4° – Reduzir a mortalidade infantil

5° – Melhorar a saúde das Gestantes

6° – Combater a AIDS, a Malária e outras doenças

7° – Qualidade de Vida e Respeito ao Meio Ambiente

8° – Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento

Governos, instituições privadas, organizações sem fins-lucrativos e sociedade estão envolvidos para atingir esses objetivos até 2015. No fim desse mês, acontecerá um fórum da ONU para definir algumas ações para acelerar o atingimento dos objetivos no tempo estimado. Paralelo a isso, vamos apresentar cada um dos objetivos, mostrando o que tem sido feito nos últimos anos, os benefícios gerados nos países que estão trabalhando com os ODMs, e as organizações que estão empenhadas para realizar esse trabalho desafiador.

No Brasil, o governo criou a agenda de compromissos 2013-2016, que representa um pacto entre o governo federal e os municípios para a execução de ações que possam melhorar a vida da população, sob o foco dos Objetivos do Milênio. A agenda está disponível no site http://www.odmbrasil.gov.br, que foi desenvolvido visando transparecer e disseminar os 8 objetivos de desenvolvimento do milênio. Há um espaço para cidadão e outro para municípios, que devem ter acesso com login e senha.

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio podem ser realizados com a união de esforços de governos, empresas e ONGs. É de fundamental importância que instituições privadas façam a sua parte para atingir a meta. Para que fazer isso? São inúmeros os benefícios que uma empresa pode ter se tornando sustentável. O que fazer e Como fazer? A Dialogus Consultoria é especializada em Responsabilidade Social e tem ferramentas para transformar uma empresa em uma organização socioambiental responsável.

 Renata Lima – Consultora da Dialogus e Administradora.

Atualmente, os consumidores vêm apresentando uma maior preocupação com relação aos impactos sociais e ambientais realizados pelas empresas. A responsabilidade social está ganhando maior atenção nos meios acadêmico e empresarial.

A prática de responsabilidade social pode influenciar na estrutura de custos de uma empresa, o repasse desses custos a mais, geralmente vai para o consumidor, com isso é questionado que tipo de julgamento o consumidor faz frente a um aumento de preço, conseqüente da elevação de custos devido à prática de responsabilidade social de uma empresa.

O estudo de Creyer e Ross foi um dos pioneiros sobre o assunto: a relação da responsabilidade social e o preço. Esses autores afirmaram que “o preço que os consumidores estão dispostos a pagar pelos produtos de uma empresa é uma forma deles sinalizarem sua aprovação ou desaprovação com relação às ações desta”. Estes mesmos autores concluíram, através de uma survey, que os consumidores se dispõem a pagar um preço mais alto por produtos de empresas extremante éticas e socialmente responsáveis.

Um estudo realizado em Fortaleza-CE buscou analisar a influência da responsabilidade social sobre a percepção de justiça de preço. Especificamente, procurou-se investigar se a responsabilidade social antecede a percepção de justiça de preço, gerando maiores percepção de valor, satisfação e intenções de compra e diminuindo as emoções negativas, em um contexto em que a empresa socialmente responsável pratica um preço mais alto do que o da concorrência. Os resultados obtidos indicaram que os consumidores têm maior percepção de valor, satisfação, intenções de compra e menos emoções negativas quando uma empresa socialmente responsável aumenta o preço do produto, comparada a uma empresa que aumenta o preço do produto objetivando a obtenção de maiores lucros.

É realidade que muitas empresas investem em responsabilidade social, por diversos fatores, seja por princípios de gestão da empresa, seja para ampliar as ações mercadológicas. O fato é que ao investir em ações sociais, a empresa aumenta seus gastos e com isso faz-se necessário repassar esse valor para o preço do produto. Há preocupação das empresas em saber se os consumidores aceitam pagar mais pelo produto, ou seja, consideram justo um aumento do preço do produto. Estes estudos confirmam que uma empresa socialmente responsável pode aumentar o preço de seu produto, justificando maiores investimentos em ações socais, sem que o consumidor considere injusto tal aumento. É importante ressaltar que é necessário que as empresas comuniquem as ações sociais praticadas por elas e essas informações sobre responsabilidade social estejam disponíveis, de forma inteligível e confiável para o maior número de pessoas possível.

Renata Lima – Administradora e Consultora da Dialogus.


Deixe um Comentário

NOSSOS CLIENTES

Receba nossa newsletter e fique por dentro das novidades.

Torne sua organização socialmente responsável. Entre em contato conosco e prontamente responderemos!