6° Objetivo do Milênio – Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças.

Dialogus Consultoria • 30 out 2013

Epidemias mortais vêm destruindo pessoas de várias gerações em toda parte do planeta. Os países em desenvolvimento são os que mais sofrem com isso. Tendo em vista essa realidade, a Organização das Nações Unidas estabeleceu como o 6° objetivo de desenvolvimento do Milênio: Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está comprometida no combate de várias doenças, dentre elas a tuberculose, que causa a morte de cerca de 200 crianças, com menos de 15 anos, todos os dias. No início desse mês a OMS lançou um plano de ação que pode evitar que mais de 74 mil crianças morram de tuberculose por ano. O plano de ação recomenda várias atividades em níveis nacional e global, incluindo melhor recolhimento e transmissão de dados, desenvolvimento da formação de trabalhadores da saúde para lidar com a doença e desenvolvimento de estratégias centradas na comunidade e nas famílias para a prestação de serviços eficazes e abrangentes.

A Aids é uma doença ainda sem cura, apesar de 2 pessoas já terem sido curadas, não há nenhum tratamento comprovado eficaz para erradicar o vírus HIV. O caso mais recente de cura é o da menina americana que foi infectada no parto, em 2010. O outro caso de eliminação do vírus foi em um adulto que para tratar uma leucemia recebeu um transplante de medula, que era geneticamente resistente ao vírus.

A Amazônia ainda tem um alto índice de pessoas contaminadas pelo mosquito transmissor da malária. Esse número prejudica também a economia da região, pois há uma considerável queda na mão de obra para o trabalho na agricultura. O número de casos diminuiu em 30% no primeiro semestre desse ano em relação ao mesmo período do ano passado. Estão sendo realizadas pesquisas na região para o combate da malária, que se não for tratada pode levar a pessoa a morte.

Além de governos e instituições de pesquisas, organizações sem fins lucrativos estão engajadas para atingir o 6° objetivo do milênio. O Rotary Clube, instituição internacional, vem realizando um árduo trabalho para erradicar a poliomielite. A Campanha que leva o nome em inglês “End Polio Now” (Acabar Pólio Agora) visa levar vacina contra a paralisia infantil para a população dos países mais pobres e para aquelas pessoas que não têm acesso a vacina.

No site Objetivos do Milênio há algumas sugestões de ações. São elas:

  • Fazer visitas domiciliares para mostrar os locais que podem favorecer a dengue, principalmente no verão, época de epidemias de dengue.
  • Incentivar a população a participar das campanhas de vacinação.
  • Fazer campanhas de informação, mobilização e prevenção à Aids e de outras doenças epidêmicas.
  • Divulgar informações sobre todas as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), na comunidade. Orientar sobre sintomas e busca de tratamento médico.
  • Fazer levantamento sobre os serviços disponíveis – remédios, postos de saúde, centros de atendimento.
  • Cuidar de nossa higiene, e incentivar e orientar que outros façam o mesmo.
  • Usar preservativo, exigir sangue testado e não compartilhar seringas e agulhas, prevenindo-se do HIV.
  • Procurar um posto de saúde ao identificar manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, dormentes na pele. Hanseníase tem cura.
  • Doar sangue periodicamente aos hemocentros e estimular que outras pessoas o façam.
  • Não deixar acumular água em plantas, vasos, calhas, pneus, vidros e outros recipientes, evitando que surjam focos do mosquito transmissor da dengue em casa, na rua, no bairro.
  • Encaminhar as pessoas com febre e tosse persistentes ao serviço de saúde, além de orientar os portadores de tuberculose para que façam o tratamento completo – mesmo que não apresentem mais os sintomas da doença.
  • Sensibilizar familiares e amigos a não estimularem o consumo de bebida alcoólica por crianças e adolescentes, contribuindo para prevenir o alcoolismo e suas conseqüências.
  • Identificar, na família e na comunidade, pessoas que fazem uso abusivo de álcool, encaminhando-as aos serviços de saúde para tratamento médico e apoio psicossocial.
  • Incentivar o debate entre a universidade, as escolas e a comunidade para atingir mais amplamente esse objetivo.

  Renata Lima – Consultora da Dialogus e Administradora.

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Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio trouxe aos países uma nova perspectiva de lidar com os problemas de natureza social, ambiental e desenvolvimentista. Um dos objetivos e o qual tratarei aqui é “Melhorar a Saúde das Gestantes”. Não menos importante que os outros ODM’s, este nos remete a um problema muito comum e uma triste realizada enfrentada por milhões de mulheres em idades fértil (10 a 49 anos de idade) em todo o mundo, é a precária situação de insalubridade que a maioria destas convive diariamente, com fatores como falta de acompanhamento médico e pré-natal, carência de serviços básicos de saúde e assistência familiar atenuam os problemas que uma gravidez pode trazer para a mulher.

A ONU nos retrata que a mortalidade materna continua inaceitavelmente elevada em muitos dos países em desenvolvimento. Mais de 350 mil mulheres morrem anualmente de complicações durante a gravidez ou o parto, quase todas elas nos países em desenvolvimento.

Na África Subsariana, o risco de mortalidade materna é 1 em 30, comparado com 1 em 5.600 nas regiões desenvolvidas. Todos os anos, mais de 1 milhão de crianças são deixadas sem mãe, e as crianças que perderam suas mães têm até 10 vezes mais chances de morrer prematuramente.

No Brasil foi registrada uma redução na mortalidade materna, desde 1990, de praticamente 50%. A Razão de Mortalidade Materna (RMM) corrigida para 1990 era de 140 óbitos por 100 mil nascidos, enquanto em 2007 declinou para 75 óbitos.

Algo muito preocupante é que na sua maioria, as mortes maternas são evitáveis . Mais de 80% das mortes maternas são causadas por hemorragias, sépsis, aborto em condições de risco, obstrução do parto e doenças hipertensivas da gravidez.

Alguns projetos estão sendo desenvolvidos no Brasil com objetivo de reduzir todos os problemas de saúde pública e comunitária, com ações voltadas principalmente para a mortalidade infantil e materna, como também para conscientização de cuidados necessários para uma gravidez saudável.

Vejamos aqui o exemplo da Prefeitura de Sobral – CE com o Projeto “Trevos de Quatro Folhas”, fonte: Programa Voluntários das Nações Unidas/PNUD:

A ideia chave é reduzir a morbimortalidade materna e infantil, através de uma nova gestão do cuidado materno-infantil e da mobilização da sociedade em prol da intervenção.

A estratégia Trevo de Quatro Folhas foi implantada pela Secretaria da Saúde e Ação Social, em 2001 no Município de Sobral, com o propósito de combater os fatores de risco biológico e social para a gestante e o bebê e corrigir as falhas na assistência destes. Foram identificados os principais problemas relacionados à mortalidade materna e infantil, tais como: início tardio do pré-natal; parto prematuro por impossibilidade da gestante cumprir o repouso médico prescrito; falta de apoio às mães para cuidar do bebê, dos outros filhos e da casa; dificuldades para o aleitamento materno e falta de articulação entre os níveis de atenção.

Foram percebidos vários problemas, e assim foram traçados alguns objetivos da intervenção, como: reduzir a morbimortalidade materna e infantil através da reorganização da atenção no pré-natal, no parto e nascimento, no puerpério e nos dois primeiros anos de vida, partindo de um sistema integral de monitoramento que retroalimenta as ações; e melhorar a qualidade de vida das gestantes, parturientes, puérperas, nutrizes e crianças em situação de risco clínico e social mediante a mobilização de madrinhas e padrinhos sociais.

Com isso houve a mobilização dos cidadãos com ações de Voluntariado e a participação da sociedade é assegurada pelo trabalho das mães sociais, pela contrapartida das famílias beneficiadas, e pela mobilização de madrinhas e padrinhos sociais. São 15 articuladoras sociais voluntárias que trabalham na captação de recursos e 100 mães sociais que apesar de serem remuneradas como diaristas atuam a partir do ideário do voluntariado, dada a necessidade de articulação da rede social primária de apoio à gestante e à criança. Além disso, 120 madrinhas e padrinhos sociais se envolvem nas ações.

 Natália Menezes – Estagiária de Terceiro Setor da Dialogus.

 

No Brasil, mais de 50 mil crianças de 0 a 5 anos de idade morrem todos os anos, a maioria, cerca de 80%, antes do seu primeiro aniversário e, muitas vezes, os óbitos são causados por razões evitáveis, como doenças não congênitas e ausência de pré-natal. A mortalidade infantil, quarta meta a ser cumprida nos objetivos do milênio é atualmente um grande problema na sociedade, pois é um dos principais indicadores de saúde pública, refletindo vários aspectos do estado e condições das populações, como a disponibilidade de assistência médica, de estruturas de apoio médico (hospitais) e sanitário, condições socioeconômicas, incidência de doenças infectocontagiosas e alterações genéticas entre outro dados.

A mortalidade infantil se caracteriza pela morte de crianças no primeiro ano de vida e pode ser geralmente estimada sob forma de um coeficiente ou taxa. A taxa de mortalidade infantil traduz o número de óbitos de crianças, com menos de um ano, ocorrido durante um determinado período de tempo. A meta que é reduzir em dois terços, até 2015 a mortalidade de crianças menores de 5 anos, já foi alcançada pelo Brasil. Cinco anos antes de acabar o prazo, o Brasil cumpriu a meta e reduziu a taxa de mortalidade infantil de 29,7 em 2000 pra 15,6 por 1 mil nascidos vivos em 2010.

Existem diversas inciativas interessantes que contribuem para o alcance do objetivo em questão, como o projeto “Salvando Vidas de Crianças no Nordeste do Brasil”, da Fundação Abrinq – Save the Children, que irá atuar até 2016 com a promoção de ações voltadas para a redução dos índices de mortalidade infantil e materna na região do Sertão Nordestino. Para ampliar sua proximidade com as comunidades atendidas, o Salvando Vidas distribui materiais educativos sobre temas como pré-natal, parto e pós-parto e saúde sexual e reprodutiva, veicula programas em rádios locais que abordem amamentação, gravidez segura, parto e educação alimentar para gestante e bebê e promove apresentações abertas de peça teatral relacionadas a maternidade para a população dos municípios atendidos.

Assim como instituições como a Abrinq influenciam para a continuidade do sucesso do objetivo, o principal programa do Governo Federal para a redução da mortalidade é a Rede Cegonha, criado em 2011. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde já investiu cerca de R$ 3,3 bilhões, e o programa tem a adesão de 4.729 municípios brasileiros. A Política de aleitamento materno, o Programa Nacional de Imunização e o Aqui tem Farmácia Popular, são outros programas do governo que também contribuem com a diminuição de morte do número de crianças no país.

As empresas podem contribuir através do apoio a programas de acesso à água potável para populações carentes, principal causador das doenças infecciosas infantis; Promoção de campanhas de conscientização no combate a Aids, visando a prevenção de crianças portadoras do vírus; Suporte a programas de acesso, das crianças portadoras do HIV e outras doenças infecciosas a medicamentos específicos; Programas educacionais, em comunidades carentes, de esclarecimento sobre higiene pessoal e sanitária, aleitamento materno e nutrição infantil.

Quando todos os setores da sociedade trabalham em busca de um mesmo objetivo, fica mais acessível o resultado do mesmo. Uma simples informação pode salvar uma vida. Dessa forma, instituições, governo e empresas contribuíram para que o Brasil conseguisse alçar mais um dos Objetivos do Milênio.

 Thays Garcia – Acadêmica de secretariado pela UFC e Secretária da Dialogus

 

O 3° Objetivo de Desenvolvimento do Milênio visa promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres. Ainda no século passado as mulheres não tinham espaço no mercado e nem acesso à escolaridade formal. Atualmente, ainda dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres e 80% dos refugiados são mulheres e crianças. Superar as diferenças entre os gêneros no acesso à escolarização formal e promover políticas que ofereçam oportunidades para mulheres ocuparem papéis cada vez mais ativos no mundo econômico e político são essenciais para superar essa desigualdade.

No âmbito da educação, atualmente no mundo, o índice de matrículas de meninas no ensino primário aumentou significativamente. Vários países já conseguiram alcançar igualdade de gênero nas escolas. Em 2008, nos países em desenvolvimento, a média de matrículados no ensino primário era de 96 meninas para cada 100 meninas, já no ensino secundário era de 95 meninas para cada 100 meninos. A expectativa é de que esse objetivo seja alcançado globalmente em 2015 para ambos os níveis de ensino. No Brasil, as metas previstas já foram alcançadas: meninas e mulheres já são maioria em todos os níveis de ensino.

Já no âmbito da política, a cota global de mulheres no parlamento continua a crescer lentamente e chegou a 19% em 2010. Ações afirmativas continuam sendo o principal fator a impulsionar o progresso para as mulheres. No Brasil, nesse mesmo ano, elas ficaram com 13,6% dos assentos no Senado, 8,7% na Câmara dos Deputados e 11,6% no total das Assembleias Legislativas.

O empoderamento das mulheres é importante não apenas para o cumprimento do Objetivo 3, mas para vários outros objetivos, em especial os ligados a pobreza, fome, saúde e educação. No Brasil, as mulheres já estudam mais que os homens, mas ainda têm menos chances de emprego, recebem menos do que homens trabalhando nas mesmas funções e ocupam os piores postos. Em 2008, 57,6% das brasileiras eram consideradas economicamente ativas, frente a 80,5% dos homens.

Mesmo com melhorias nos indicadores, ainda persiste a desigualdade das mulheres em relação aos homens no mercado de trabalho, nos rendimentos e na política, mas o que mais chama a atenção é a violência doméstica que continua atingindo milhares de mulheres brasileiras. O Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher foi lançado em 2007 e consiste em um acordo federativo entre governos federal, estaduais e municipais, que abrange as dimensões da prevenção, assistência, combate e garantia de direitos às mulheres.

É possível intituições do primeiro, segundo e terceiro setores tomarem algumas medidas dentro de suas gestões para atinigir esse objetivo de forma eficiente e eficaz. Algumas ações como: Implantação de programas de capacitação e melhoria na qualificação das mulheres; Criação de oportunidades de inserção da mão-de-obra feminina, em atividades alternativas consideradas masculinas; Incluir a valorização do trabalho da mulher em programas de diversidade; e Valorização de ações comunitárias que envolvam o trabalho feminino, apoiando iniciativas que promovam o cooperativismo e a autosustentação.

Renata Lima: Consultora da Dialogus e administradora.


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