Responsabilidade Social no Varejo

Dialogus Consultoria • 22 jan 2014

O setor varejista é composto por um processo de venda de produtos ou serviços visando atender o consumidor final. Esse setor que é de fundamental importância, devido à maneira de produção em massa e consequente produção de resíduos que agridem o meio ambiente, pode ser acompanhado das práticas de Responsabilidade Social Empresarial, objetivando minimizar os prejuízos e crescer de forma sócio ambientalmente responsável. Atualmente esse setor tem dado grande contribuição para a disseminação das práticas de responsabilidade social, descobrindo novas oportunidades de negócio, quando assumem o consumo sustentável como um desafio.

Observa-se que o atual mercado de consumidores está mais apto a perceber e rejeitar produtos de má qualidade e serviços inadequados. Dessa forma, existe uma adequação das empresas, que estão percebendo que a base de sustentação dos negócios não está somente na capacidade financeira, mas também em pilares sociais e ambientais, fazendo com que o setor de varejo, perceba quais são seus públicos de interesse (stakeholders) e como é feito o relacionamento entre eles e as organizações.

Contudo, ainda nesse cenário existem empresas que ainda não se deram conta, da velocidade com que as mudanças sociais estão ocorrendo e que, as mesmas estão transformando a forma em que o comércio atua. Muitas empresas varejistas estão inserindo a Responsabilidade Social Empresarial em suas gestões como uma forma estratégica e que visa a sustentabilidade dos negócios. A prática de responsabilidade social consiste na posição ética e transparente que a empresa toma diante de seus públicos de interesse, sendo esta uma visão ampla do negócio, não considerando apenas os objetivos comerciais e econômicos, mas sim, levando em consideração conjuntamente os impactos ambientais e sociais de suas atividades.

De maneira geral, a gestão da Responsabilidade Social no varejo agrega valor a essas organizações no sentido de que existe uma mudança de cultura em contínua modificação e que pode ser percebida através do relacionamento com todos os públicos de interesse. Os benefícios oriundos da adoção desse tipo de gestão já podem ser visualizados como:

  •  melhora na imagem da marca,
  •  maior fidelidade dos clientes,
  •  maior acesso ao mercado,
  •  diminuição dos custos (uso racional dos recursos),
  •  aumento no desempenho dos colaboradores,
  •  melhor entendimento e relacionamento da empresa com todos os seus públicos de interesse.

Thays Garcia – Acadêmica de Secretariado e Secretária da Dialogus.

A Responsabilidade Social representa uma forma de gestão que propõe que a empresa se relacione de forma ética, transparente e responsável com os públicos aos quais se relaciona: acionistas, consumidores, comunidade, fornecedores, mídia e meio ambiente.

Nas relações com os stakeholders destaca-se o relacionamento com a comunidade, que se dá através do diálogo colaborativo e, ou, pelo investimento em ações sociais. De acordo com o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), que tem como missão difundir o Investimento Social Privado (ISP), as ações sociais se distinguem em três tipos: filantropia tradicional, nova filantropia e investimento social privado.

A filantropia tradicional está relacionada apenas as doações locais sem comprovação de resultados por parte dos receptores; na nova filantropia há doação para projetos em nível local, regional e nacional e os receptores são obrigados a prestar contas dos resultados e valores investidos; no investimento social privado há planejamento dos recursos a serem investidos e o acompanhamento sistemático por parte das empresas com relação aos impactos e as transformações geradas.

O Investimento Social Privado (ISP) é o uso de recursos privados para fins públicos já que é uma forma das empresas destinarem seus recursos para promover o desenvolvimento social e o bem-comum. É o investimento que as empresas fazem para desenvolver projetos sociais de forma mais efetiva. Para se diferenciar da doação requer que esteja contemplado no planejamento da empresa, que tenha acompanhamento sistemático com relação aos impactos gerados e que tenha periodicidade.

Diferencia-se também de uma ação assistencialista por ter sua estratégia voltada para resultados sustentáveis de impacto e transformação social, e por contar com a participação da comunidade no desenvolvimento da ação.

O ISP prevê resultados voltados para a inovação, mudança de paradigma, impacto social e retorno do capital filantrópico investido, tornando-se dessa forma, estratégico para as empresas. Tende a favorecer as parcerias, pois ao decidir fazer um investimento social as empresas devem fazer de forma participativa, dialogando com os atores sociais envolvidos, principalmente com a comunidade beneficiada, os funcionários e o governo.

Através do diálogo com a comunidade pautados no respeito, na ética e na vontade de se construir algo juntos, o ISP tende a quebrar o modelo de relacionamento marcado pelo paradigma assistencialista da filantropia tradicional e passa a ser elemento de construção do desenvolvimento local sustentável, pois o publico tende a se empoderar do projeto desenvolvido e mantêm a sua continuidade.

O ISP se revela como a evolução da simples doação. Constitui uma importante ferramenta para fomentar a responsabilidade social, no que tange o relacionamento com a comunidade, de forma a gerar impactos sociais positivos permanentes, contribuindo assim com a melhoria da qualidade de vida das pessoas e o desenvolvimento local.

Luiza Manoela  – Especialista em gestão de organizações sustentáveis e consultora da Dialogus.

 


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