O que são Negócios Sociais?

Dialogus Consultoria • 29 jan 2015

Os negócios de impacto social são empreendimentos que tem em seu core business, o objetivo de gerar impacto positivo nas pessoas que utilizam seus produtos e serviços. Apesar de terem como atividade principal favorecer as pessoas de baixa renda buscando impacto social, diferenciam-se da ONGs pois são iniciativas economicamente rentáveis que não dependem de doações ou qualquer subsídio. Esses negócios possuem potencial de escala, ou seja, possuem a capacidade de ampliar seu alcance e de ser facilmente replicado, e isto, é bem importante considerando as grandes demandas sociais.

Um exemplo de negócio social é o Grameen Bank, um empreendimento pioneiro de microcrédito, criado em 1976, em Bangladesh, pelo economista Muhammad Yunus. Ele criou um sistema de empréstimo e devolução para pessoas pobres que não tinham nenhum capital, nem facilidade de empréstimo para refazerem suas vidas após um longo período de enchentes na Índia. Ele concluiu que com uma pequena ajuda financeira as pessoas tinham condições de erguer suas casas, reconstruir suas plantações e retomar suas vidas. Foi a primeira vez que uma iniciativa provou que pessoas de baixa renda podem ter condições de pagar por serviços e de pagar seus empréstimos, desde que eles sejam formatados dentro da real condição do usuário.

No Ceará temos o caso do Banco Palmas, banco comunitário situado no Conjunto Palmeiras, um bairro popular de Fortaleza com 32.000 habitantes. O banco, fundado em 1998 por uma associação de moradores, foi criado com a missão de manter a riqueza produzida pelo bairro no próprio bairro, para isso criou uma moeda local, a Palmas, e estimulou a compra e a venda no bairro utilizando esta moeda. Hoje, além de oferecer crédito a pessoas da localidade, possui programas de desenvolvimento local sob a lógica da economia solidária. Com 17 anos de existência, é atualmente uma referência mundial em microcrédito e através do seu Instituto, o Instituto Palmas, faz a difusão tecnológica do Banco, ajudando a criar outros Bancos Comunitários no Brasil, e em outros países, buscando integra-los em rede.

O economista indiano, Armatya Sem, Prêmio Nobel de economia por sua contribuição com a teoria do bem estar, percebeu que o crescimento econômico dos países não está relacionado com a melhoria da qualidade de vida da população mais pobre. Para ele, a melhoria da qualidade de vida está relacionada com as oportunidades que a pessoa tem para exercer sua plena cidadania e buscar a garantia de seus direitos.

Os negócios sociais, configurados como setor 2,5, vislumbra a possibilidade da população de baixa renda ter acesso a produtos e serviços que antes eram inacessíveis, são mecanismos de mercado que oferecem a essa população a oportunidade de desenvolverem suas capacidades plenas, conforme a figura abaixo:

 

Manoela Silva – Consultora da Dialogus Consultoria

As causas sociais entraram para o mundo corporativo no começo da década de 90, quando houve uma explosão do terceiro setor e empresas começando a investir em movimentos políticos e econômicos essenciais para o desenvolvimento humano. Como já vimos neste blog, a partir desse momento, a Responsabilidade Social Empresarial torna-se preponderante na vantagem competitiva da organização.

Pensando nisso, Phillip Kotler, uma das maiores autoridades em Marketing do mundo, escreveu o livro “Boas ações, uma nova abordagem empresarial”. O autor demonstra casos de sucesso dos investimentos empresariais em iniciativas sociais.

No livro, ele descreve seis formas de investimentos eficazes que a organização pode realizar para o stakeholder sociedade. Focaremos aqui nas três maneiras de como o marketing da empresa é o agente. Este artigo não visa detalhar as ferramentas e os métodos do processo, mas apenas estimular a leitura do livro e “plantar a semente” do aprendizado que o texto traz para profissionais do terceiro setor, grandes executivos e sociedade civil. As 3 (três) formas de investir em iniciativas sociais são descritas abaixo:

1. Promoção de Causas: a empresa usa fundos e recursos próprios para investimento na conscientização e a preocupação com as causas sociais ou para apoiar o levantamento de fundos. É considerado investimento em promoção de causas quando a natureza do recurso é promocional e/ou de conscientização. Os principais benefícios são:

• Valorização da marca;

• Alcance de objetivos de marketing;

• Construção de relacionamento com a comunidade (ex. revitalização do espaço público, praças de Fortaleza apadrinhadas por empresas);

• Conscientização sobre determinada causa.

Para evidenciar esta prática, trazemos nossa cliente Sucos Jandaia, que periodicamente apoia eventos relacionados à sustentabilidade, como o Fórum IEP de sustentabilidade. A empresa utiliza de degustações de novos produtos nos eventos para inserção no mercado consumidor. Conscientizando a população sobre a importância da Responsabilidade Social e alertando a sociedade sobre a vida sustentável.

2. Marketing Associado a Causas: Em que a empresa liga as doações em dinheiro ou em bens/serviços às vendas de produtos ou a ações praticadas pelos consumidores. É considerado investimento em marketing associado a causas quando há uma contribuição da empresa, em parte ou totalidade das vendas, bens ou serviços, à (s) causa (s) social (is). As melhorias organizacionais são:

• Participação do cliente nas ações (fidelização).

• Objetivos de marketing (ex. quando a empresa pretende alcançar determinado público alvo e reverte parte das vendas para aquele público)

• Aumento da reputação da marca

• Transparência e ética nas ações (divulgação dos dinheiro arrecadado)

Um caso recente que podemos citar como exemplo é a campanha “Gelato Solidário”, da Gelateria Trevo, que um dia por mês reverte todo seu faturamento para uma organização sem fins lucrativos.

3. Marketing Social: a empresa usa recursos empresariais para desenvolver e/ou implantar campanhas de mudança de comportamento, com o propósito de melhorar a saúde pública, a saúde pública, a segurança, o meio ambiente ou o bem-estar da comunidade. É considerado marketing social quando o objetivo da campanha for uma mudança no comportamento do público. Os principais benefícios são:

 • Campanhas sociais que geram retorno em imagem;

• Diminuição de um problema social do público-alvo;

• Fidelização dos clientes;

• Objetivo de marketing;

Para evidenciar esse pensamento, utilizamos o caso de nossa cliente Ibyte. A empresa conta com espaço para reciclagem de materiais eletrônicos em sua loja sede, localiza na rua Dom Luís – Aldeota. Além disso, todas as lojas da Ibyte possuem reciclagem de pilhas e baterias, incentivando o consumidor a mudar seus hábitos e preservar a natureza.

Portanto, notam-se três ferramentas de marketing eficazes para as empresas investirem em causas sociais. Salientamos a importância dessas ações para o desenvolvimento humano, inclusão social e melhor qualidade de vida. A Dialogus consultoria reafirma seu compromisso em diagnosticar, avaliar, mensurar e desenvolver estas iniciativas no mundo corporativo, com a filosofia de construir uma sociedade mais justa e igualitária.

Artur Freitas – Acadêmico de Administração pela UFC e consultor júnior da Dialogus.

O diagnóstico tem papel fundamental no desenvolvimento de uma organização, sendo importante destacar que ele atua diretamente como apoio das decisões e processos. Sua principal função é identificar e levantar informações acerca de um determinado assunto, e como uma ferramenta prática de coleta de informações pode ser utilizado para diversos públicos/setores que a organização deseja conhecer.

Dentre os tipos de diagnósticos mais utilizados nas organizações estão aqueles que identificam aspectos relacionados ao Clima Organizacional, Satisfação de Clientes, Pontos Fortes e Fracos, Oportunidades e Ameaças da empresa, respectivamente são eles a Pesquisa de Clima Organizacional e Pesquisa de Satisfação de Clientes e Análise do SWOT. Além desses diagnósticos, existem outros que permitem coletar informações sobre os estilos de lideranças, motivação dos colaboradores, relacionamento, comunicação dentre outros que influenciam fatores externos e internos da empresa.

O diagnóstico norteia os diversos setores da organização se corretamente interpretado, sendo utilizado como estratégia na elaboração de metas e objetivos. Interpretado no sentido da sugestão de ações que venham a solucionar ou complementar questões identificadas no diagnóstico. É importante atentar-se aos aspectos relacionados à comunicação das mudanças para que haja compreensão e efetivos resultados, autores renomados no tema afirmam que a finalidade do diagnóstico organizacional é o estabelecimento de uma compreensão amplamente partilhada e de um sistema baseado nessa compreensão para determinar se a mudança é desejável.

Dentre as etapas do diagnóstico estão a princípio a organização, orientação, direcionamento, plano de ação e avaliação. Esta última é fundamental para a sustentabilidade das ações propostas pelo diagnóstico. Os benefícios do diagnóstico estão muito relacionados a sua área de aplicação, contudo os benefícios mais interessantes para a empresa estão ligados aqueles derivados das ações propostas após o diagnóstico, que por sua vez estão alinhadas à estratégia.

Thays Garcia – Secretária da Dialogus e Acadêmica de Secretariado Executivo pela UFC.

No último dia 14/01 teve o lançamento do Guia de Palestrantes e Facilitadores do Ceará – Edição 2015 e a Dialogus, muito bem representada pela nossa equipe, no destaque a nossa secretária executiva, Thays Garcia. Confira aqui todos os registros deste grande evento promovido pela palestrante, educadora e empresária, Madalena Mattos: http://migre.me/oc54L


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