Contribuições das empresas para ampliação do voluntariado no Brasil

Dialogus Consultoria • 30 set 2016

O World Giving Index é um estudo anual sobre o comportamento solidário no mundo. A pesquisa é realizada anualmente e, em 2015, foi feita em 145 países. O objetivo da investigação é analisar três indicadores de solidariedade: a porcentagem de pessoas que fizeram doações em dinheiro, ajudaram um desconhecido e dedicaram tempo de voluntariado. Em relação ao último quesito, no Brasil, foram 3 milhões de pessoas que deixaram de ser voluntárias nesse ano.

O voluntariado é uma ação que surge do compromisso com o exercício da participação social e da cidadania, aliado a uma vontade de praticar a solidariedade, de fazer bem ao próximo. O voluntariado individual distingue-se do empresarial, pois, no voluntariado individual a mobilização para o trabalho é do próprio individuo, já no voluntariado empresarial é a empresa que mobiliza para que o trabalho ocorra.

Uma outra pesquisa, realizada em 2012, pelo Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE), revelou que as empresas privadas são as maiores promotoras de voluntariado no Brasil. Esse estudo concluiu ainda, que as motivações para que os funcionários se voluntariem estão relacionadas ao estímulo da empresa à atuação voluntária em organizações sociais apoiadas pela companhia e a divulgação de oportunidades de trabalho voluntário pela empresa.

Percebe-se pelos dados a grande contribuição que as empresas podem dar para o crescimento do trabalho voluntário no Brasil.  Programas de voluntariado empresarial se realizado de forma planejada e organizada, podem contribuir com o desenvolvimento local, com a motivação dos colaboradores e com a retenção de talentos na empresa. Esses programas podem ainda colaborar, segundo Wanda Engel, Presidente do CBVE, com “o enfrentamento das questões ambientais, na promoção do desenvolvimento humano e social e na oferta de oportunidades de desenvolvimento econômico, principalmente para as classes menos favorecidas, o que poderá ser extremamente relevante para o futuro do País”.

Luiza Manoela Souza da Silva – Consultora da Dialogus

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A gestão da qualidade teve como percussores iniciais Deming, Crosby, Juran e Feigenbaun, que contribuíram para o seu significado e aplicação nas empresas. Incialmente com definição em outros termos a gestão da qualidade surgiu para corrigir erros em materiais bélicos durante a Segunda Guerra. Segundo Juran, “a qualidade é adequação ao uso, satisfazendo a necessidade do usuário”.

Com as exigências de clientes e consumidores e competividade entre as empresas, a gestão da qualidade foca sua atenção na satisfação do cliente. A qualidade deve além de satisfazer as necessidades do cliente, superar suas expectativas. Em determinados ramos a qualidade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma condição básica para se manter no mercado.

O desafio que se observa nesse contexto, é fazer com que a empresa, tenha uma gestão da qualidade que seja abrangente em todos os seus processos e seja formulada junto a estratégia organizacional. O custo da não qualidade pode ser decisivo para a continuidade da empresa. O portal de noticias G1 publicou em julho de 2015 um indicador do PROCON sobre o número de recall  de automóveis. Um aumento de 130% em relação ao ano de 2014. “Em análise sobre os problemas, o órgão constatou que as principais causas de chamados foram falhas no sistema de injeção eletrônica, com 14 campanhas, seguido pelo airbag, que teve 11 casos. As montadoras que mais realizaram campanhas foram a Volkswagen (07), a Jeep e Yamaha (06 cada), Ford e Land Rover (05 cada) com cinco cada, enquanto a Ferrari é a última da lista e fará recall e um único veículo.” Nesses casos, além do prejuízo financeiro pelo retrabalho, existe a imagem da empresa que pode ser rejeitadas por futuros clientes.

Dessa forma, a gestão da qualidade deve estar em todos os processos da empresa. Algumas ferramentas podem auxiliar as organizações a implementar os princípios da gestão da qualidade. Essas ferramentas são técnicas que se podem utilizar com a finalidade de definir, mensurar, analisar e propor soluções para problemas que venham a interferir nos processos. Algumas ferramentas são:

  • FLUXOGRAMA;
  • DIAGRAMA DE ISHIKAWA;
  • FOLHAS DE VERIFICAÇÃO;
  • DIAGRAMA DE PARETO;
  • HISTOGRAMA;
  • DIAGRAMA DE DISPERSÃO;
  • CARTAS DE CONTROLE;
  • BRAINSTORMING;
  • CICLO PDCA;
  • 5W2H.

Para FEIGENBAUM (1994), os custos operacionais da qualidade são “os custos associados à definição/planejamento, criação e controle da qualidade, assim como à avaliação e realimentação da conformidade com exigência em requisitos de desempenho, confiabilidade, segurança; e também custos associados às consequências provenientes de falhas, em atendimento a essas exigências, tanto internamente à empresa quanto nas mãos dos clientes.” procuraram defini-la de acordo com uma série de princípios, os quais devem ser adequados para a implantação da qualidade nas organizações.

 

Thays Garcia – Secretária Executica da Dialogus Consultoria

thays@dialogusconsultoria.com.br

Nosso Consultor Gabriel Pires,realizou uma capacitação em Negócios de Impacto Social para a Equipe do ITEVA – Instituto Tecnológico e Vocacional Avançado. O ITEVA é uma OSCIP situada em Aquiraz, Ceará, que desenvolve programas e projetos de produção científica, difusão tecnológica, capacitação técnica e qualidade de vida englobando as áreas de energia, termodinâmica, meio ambiente, construção civil, agronomia e informática. A capacitação é uma ação da Dialogus Consultoria visando a promoção da nossa causa social que este ano tem como tema o ‘Protagonismo Juvenil’. Para nós, é uma alegria estar contribuindo para esta grande organização que representa muito bem o Ceará e que tem se destacado no Brasil por meio de seus projetos de impacto social. Confira as fotos abaixo.

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Em um País onde a desigualdade social continua sendo um dos principais problemas de desenvolvimento e onde a riqueza é ainda é concentrada em alguns conglomerados, exige das empresas uma postura mais ética, inclusiva e responsável, com práticas efetivas no intuito de promover uma sociedade mais justa e solidária.

Acredita-se e espera-se por uma democracia mais inclusiva, política, e, ao mesmo tempo, social, na qual todas as relações e processos devam ser respeitados, reconhecidos, como direitos garantidos a todos da sociedade, no respeito à diversidade, sem discriminações e desigualdades. Claro que é essencial que se promova uma institucionalização de um Estado de direito para o conjunto da cidadania e de uma economia também democrática que esteja a serviço de todos. E que por isso é inevitável que se pense que as empresas precisem atuar nos problemas de exclusão social, pobreza, desigualdade e destruição ambiental.

No entanto, ser uma empresa socialmente responsável é praticar uma economia ativa de vigilância cidadã em todas suas práticas contínuas de gestão com seus stakeholders (público de interesse) na busca por uma sociedade mais sustentável. Entende-se também que é a sociedade que concede as empresas o direito de acesso e uso privado dos recursos – direito privado – ficando claro e evidente também que o retorno das empresas para a sociedade na produção de bens, produtos e serviços satisfatórios incluem as necessidades de todos os membros e sem distinção.

Para o IBASE, as empresas não têm escolha em ser ou não ser responsáveis, o que elas podem e devem escolher é o modo de exercer a sua necessária responsabilidade. Em termos prático e provocativo, por exemplo, pode ser socialmente responsável as empresas que buscam o lucro na produção de bens e serviços duvidosos?  Que mantém relações de trabalho exploratórias? Que discriminam racialmente as pessoas? Que não buscam a equidade de gênero em seu quadro de funcionários? Que tratam as negociações comerciais com corrupção?

Na contínua reflexão das empresas quanto à adoção das práticas responsáveis em sua gestão, fica claro e imperativo que o fornecimento de informações prestadas por trabalhadores, pela a comunidade que atua e pelo o governo que se relaciona se faça mais transparente, acessível e exigível.

Maiso Dias – Sócio-Diretor da Dialogus Consultoria

maiso@dialogusconsultoria.com.br

 

Banco Palmas e Clínica SiM são Negócios de Impacto Social que estão fazendo a diferença em Fortaleza!

 

No artigo “Solucionando problemas sociais através de negócios”, conhecemos melhor o que são negócios sociais e suas variações. Desta vez, vamos conhecer melhor alguns exemplos desses empreendimentos que surgem com o intuito de solucionar ou pelo menos minimizar uma problemática social.

No Conjunto Palmeiras, um dos bairros mais pobres de Fortaleza, Joaquim Melo percebeu uma dificuldade comum à grande parte dos moradores: falta de acesso à serviços financeiros. Nesse contexto, ele idealizou e fundou o Banco Palmas, uma iniciativa baseada nos princípios da economia solidária, que oferece serviços financeiros voltados para geração de trabalho e renda. Com 18 anos de existência, o empreendimento já possui mais de seis mil clientes, e realiza empréstimos de R$ 50,00 a R$ 15 mil, com prazo de um ano para pagar, dando assim a oportunidade para essas pessoas construírem seus próprios empreendimentos e transformarem suas vidas.

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Sede do Banco Palmas, no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza – Ceará.

Outro exemplo, também em Fortaleza, é a Clínica SiM (Serviço de Inclusão à Medicina), uma clínica popular que oferece atendimento médico e odontológico de qualidade por um preço acessível, com o objetivo de atender a população de baixa renda, que geralmente não possui plano de saúde privado. Fundada em 2007, atualmente a Clínica SiM já possui 6 unidades em Fortaleza, e realiza mais de 5 mil atendimentos por mês. Ao oferecer serviços básicos de consultas e exames para pessoas que não possuem plano de saúde, o empreendimento consegue fazer um diagnóstico precoce de diversos tipos de problemas de saúde, que geralmente essas pessoas não teriam condições de pagar em clínicas privadas tradicionais. Isso evita diversas complicações para a saúde dos pacientes, que certamente teriam que pagar tratamentos mais custosos. Dessa forma, o negócio consegue reduzir custos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e o sofrimento de muitas famílias.

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Unidade da Clínica Sim, em Fortaleza – Ceará.

Esses são apenas dois exemplos de negócios de impacto social que estão fazendo a diferença na cidade de Fortaleza – Ceará. Eles fazem parte de uma nova geração de negócios, que estão fazendo a diferença no Brasil e no mundo – São empreendedores inconformados, inovadores, que trabalham para construir uma sociedade mais justa, com dignidade e poder de escolha para todos os brasileiros.

Autor: Gabriel Pires – Consultor da Dialogus

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