Jovem no mercado de trabalho: Uma prática de responsabilidade social

Dialogus Consultoria • 10 fev 2017

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A geração Z, como são chamados os jovens hoje em dia, é conhecida por sua impaciência, por ser questionadora e ambiciosa. Com essas características  o mercado de trabalho tem se tornado a realidade e principal anseio quando se chega à juventude. Muitas são as razões, entre elas complementar a renda familiar, conquistar independência financeira e custear os estudos.

Segundo o estatuto da juventude, é considerado jovem quando se tem idade entre 15 e 29 anos, mas em nosso país aquele que for menor de dezoito anos possui condições específicas caso queira trabalhar e segundo o Decreto n° 5598 é considerado jovem aprendiz  dos 14 aos 24 anos de idade.  O programa é ideal para aqueles que procuram o primeiro emprego, aos que estão buscando um curso superior é a oportunidade para garantir uma experiência prática além da teórica.

Nos últimos anos as vagas de empregos e estágios dentro das empresas aumentaram, devido à crise econômica mais cargos de alto nível foram dispensados enquanto novos postos de trabalho para jovens foram criados. Atualmente no Brasil, existem cerca de 4,8 milhões de jovens desempregados, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e com um número tão alto mesmo com o aumento de vagas, não chega nem perto de ser o suficiente para diminuir muito esse número. Os reflexos dessa demanda são baixos salários, cada vez maiores exigências para jovens sem experiência e candidatos atuando fora do seu perfil e área de estudo. Para driblar a concorrência muitos jovens tem apostado em qualificação profissional, cursos de informática, idiomas e habilidades em certas ferramentas  para aumentar a possibilidade de inserção no mercado de trabalho.

Os jovens, em sua maioria, desempregados tem deixado de lado sua formação acadêmica, a inserção nas universidades tem sido cada vez menor e a consequência afeta todo o futuro profissional não só do individuo, mas como o crescimento e desenvolvimento tecnológico e educacional do país. Essa defasagem provoca também uma desvantagem no futuro, uma vez que a economia volte a crescer essa geração será considerada inexperiente e incapaz de finalmente conquistar seu lugar no mercado de trabalho. Na sociedade essa situação tem marginalizado essa maioria, aumentando a sensação de violência e o uso de drogas.

As consequências da ausência de mercado para esse púbico podem ser minimizadas com o desenvolvimento de práticas de inclusão por parte das empresas, pois elas também são responsáveis pelo desenvolvimento da sociedade e do crescimento econômico.

Empresas consideradas socialmente responsáveis são aquelas que atuam de forma voluntária, adotando posturas, comportamentos e ações que promovam o bem-estar dos seus públicos interno e externo, incluindo internamente: Funcionários, acionistas e externamente: Comunidades, parceiros, meio ambiente, clientes, fornecedores, entre outros. Entre as práticas que envolvem a Responsabilidade Social Empresarial está a transparência, diversidade, equidade, voluntariado corporativo, colaboração em organizações sem fins lucrativos e entre outras.

Entre essas práticas, a inclusão de jovens e contratos de estágios no quadro de colaboradores já está prevista em lei, assim como, a igualdade de oportunidades é muito bem vista pelos consumidores, segundo dados de pesquisas da página Planeta Sustentável, da Abril. Ter mão-de-obra barata e custo menor de contratação é um dos benefícios de ter esse público em seu quadro de colaboradores, essa geração traz consigo criatividade, a vontade de inovar, espírito de equipe e muitas vezes maior habilidade com tecnologias além de sempre buscarem propósitos em suas ações.

Concluo que, embora existam diversos desafios no mundo atual, o aumento da inclusão desse público no mercado trará cada vez mais benefícios para a sociedade, para as empresas e para o futuro.

 

Sara Araújo – Assistente de Pesquisa e Desenvolvimento / Dialogus Consultoria

GESTÃO-DA-RESPONSABILIDADE-SOCIAL-NAS-EMPRESAS

negocios sociais

Negócios sociais são empresas que tem o objetivo de solucionar uma problemática social unido o dinamismo dos negócios tradicionais com fins lucrativos (segundo setor), com o impacto positivo de ONGs (terceiro setor). Essas organizações estão inseridas em nova perspectiva e abordaremos em um outro momento no que hoje chamamos de setor 2,5.

Neste artigo vamos esclarecer alguns mitos que geralmente confundem as pessoas e geram debates em torno do universo de negócios sociais que ao mesmo esclarecemos algumas dúvidas sobre este tema:

Mito 1: Negócio Social não gera lucro.

Negócios Sociais são empresas, e como toda empresa, estes negócios DEVEM gerar lucro e manter um bom desempenho, preocupando-se também com o faturamento. Além de pagar as contas, “sobrar” dinheiro no final do mês é essencial para reinvestir o capital na empresa e fazê-la crescer continuamente. O que varia em cada organização é a forma de distribuição desse lucro, pois isso fica a critério de escolha do empreendedor social. Alguns empreendedores optam por reinvestir o lucro integralmente na empresa, sendo assim caracterizada como uma organização sem fins lucrativos. Já outros empreendedores reinvestem uma parte na empresa, e outra parte do lucro é distribuído entre os sócios, mas isso não exclui o caráter de “negócio de impacto social”, se o objetivo principal da empresa for esse.

Mito 2: Todos os problemas sociais devem ser solucionados exclusivamente pelo governo.

Sabemos que em um modelo de “mundo ideal”, o Estado deveria ser capaz de resolver os problemas da sociedade, principalmente aqueles de áreas básicas, como saúde, educação e alimentação. Porém, sabemos que esse cenário ainda está muito longe de se tornar realidade, pois não só no Brasil, mas em diversos outros países do mundo, as ações dos governos ainda não são suficientemente eficazes. Nesse contexto, além do Governo, é papel também da sociedade civil construir soluções inovadoras e eficazes para esses problemas, e nesse contexto os negócios sociais são ferramentas poderosíssimas, porque conseguem gerar um impacto em larga escala e com sustentabilidade.

Mito 3: Empresas socialmente responsáveis e/ou sustentáveis são negócios sociais.

O conceito de negócios sociais ainda é pouco conhecido no Brasil, e muitas pessoas acham que empresas sustentáveis, que possuem um setor de responsabilidade social, e praticam ações socioambientais são negócios sociais, mas isso não é verdade. Para ser considerada negócio social, a empresa deve ter como objetivo principal solucionar um problema social, e seus produtos ou serviços devem servir à essa finalidade. Ou seja, o core business da empresa é o impacto social gerado. Logo, empresas com programas de responsabilidade social não se enquadram nesse conceito.

Os negócios sociais estão ganhando cada vez mais destaque no Brasil e no mundo, não só pelas causas nobres que se propõem a lutar, mas pelo caráter inovador e dinâmico que possuem. No futuro, a grande maioria das empresas estarão focadas em um propósito de melhoria da sociedade, principalmente nas áreas de educação, saúde, alimentação e serviços financeiros. A tendência é que essas empresas sejam as que mais cresçam nas próximas décadas. Dado esse contexto, torna-se fundamental esclarecer o que é mito e o que é verdade acerca do tema, para que assim todos os atores envolvidos possam juntos fortalecer o ecossistema de empreendedorismo social.

Gabriel Pires – Consultor júnior da Dialogus Consultoria.

 

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