O relacionamento com a comunidade sob a perspectiva da ISO 26000

Dialogus Consultoria • 26 maio 2017

2017 05 26 O relacionamento com a comunidade sob a perspectiva da ISO 26000

A ISO 26000 é uma norma internacional, criada em 2010, que apresenta as diretrizes e os princípios para implementação da responsabilidade social nas organizações, sem propósito de certificação. A norma passou 5 anos para ser criada, teve a participação de 367 pessoas (experts e observadores), de mais de 64 países, sendo considerada a que teve o maior e mais complexo comitê ISO até os dias de hoje. A ISO 26000 traz como temas centrais: Direitos Humanos, Práticas de trabalho, Práticas legais de operação, Questões relativas ao consumidor, Meio ambiente, Envolvimento e desenvolvimento da comunidade. Em relação a este último tema a norma dá um direcionamento na relação organização-comunidades. Segundo a norma “comunidade” pode ser definido como: grupo de pessoas que vive no entorno da organização ou que seja impactado por ela, e as organizações da sociedade civil.

Tal norma orienta as organizações que desenvolvam ações e projetos que tenham como beneficiário a comunidade. Contudo, se recomenda que tais ações e projetos tenham o propósito de contribuir com o desenvolvimento local comunitário.  Para a norma, apenas a ação filantrópica não é suficiente para promover o desenvolvimento da comunidade, por isso ela recomenda às organizações evitarem ações apenas assistencialistas que perpetuem a dependência.

Sabemos das limitações que as empresas possuem para desenvolverem ações sociais, faltam recursos, conhecimento etc, no entanto, as empresas podem estabelecer parcerias e apoiar ações das organizações da sociedade civil ou do poder público, a fim de ampliar o impacto das ações. A norma é clara em recomendar que as organizações busquem apoiar as políticas públicas, a fim de minimizar os principais problemas sociais da comunidade.

Além disso, as organizações também podem promover o desenvolvimento comunitário por meio de suas principais atividades.

  1. Oferecendo treinamentos com temas de sua expertise à comunidade;
  2. Oferecendo alguns serviços disponibilizados aos empregados, estendendo-os à comunidade como: atendimento médico, passe livre no ônibus de transporte de funcionários, atendimento jurídico;
  3. Comprar insumos de produtores locais.
  4. Beneficiar a comunidade com seus serviços;
  5. Disponibilizar infraestrutura da organização para ações da comunidade;

 As ações em prol do envolvimento comunitário se configuram com uma atitude proativa da organização, em esta toma a iniciativa não apenas reagindo as demandas e cobranças da comunidade, mas reconhecendo o valor deste stakeholder para o negócio e se comprometendo com o desenvolvimento local e a melhoria da qualidade de vida de seus integrantes.

Manoela Silva – Consultora da Dialogus Consultoria

Foi uma manhã rica de informações e aprendizados no dia 25 de maio. Estivemos hoje no Café e Sustentabilidade, evento promovido pela nossa empresa e a Associação Empresarial das Indústrias – AEDI, ministrando a palestra sobre a Sustentabilidade na Indústria com o nosso diretor, Maiso Dias, e apresentando o resultado de uma pesquisa feita com empresas (Indústrias) que adotam práticas de Responsabilidade Social no Ceará conduzida pela nossa consultora e pesquisadora, Thays Garcia. Agradecemos a participação de todos e todas pelo interesse no tema e em especial a querida amiga e parceira, Fernanda Noronha, que nos apoia nesta caminhada de promover e disseminar a causa da Sustentabilidade no Ceará. #vamosdialogar #sustentabilidade #industria

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Ferramentas de gestão são instrumentos que podem ser utilizados para viabilizar e aprimorar a gestão nas organizações. Nesse contexto, o balanço social se caracteriza de forma positiva no apoio às decisões e contribui para a transparência das organizações junto a seus stakeholders.

Conforme o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) o Balanço Social, “é um demonstrativo publicado anualmente pela empresa, reunindo um conjunto de informações sobre os projetos, os benefícios e ações sociais dirigidos aos empregados investidores, analistas de mercado, acionistas e à comunidade. É também um instrumento estratégico para avaliar e multiplicar o exercício da responsabilidade social corporativa”.

A utilização balanço social como ferramenta de gestão se dá a partir do momento em que ele permite que a organização amplie o seu diálogo com a sociedade, ouvindo-a e desenvolvendo soluções; ajudando a equipe a incorporar posturas éticas e transparentes; a estabelecer relação com seus parceiros; diferencia a imagem da organização no mercado perante a seus públicos; amplia a eficiência dos investimentos sociais; permite  a comparação de seu desempenho e suas reações com os de outras organizações e a ajuda a conhecer seus impactos.

Além disso, a publicação do Balanço Social permite tangibilizar assuntos abstratos tratados na forma indicadores, contribuindo para o estabelecimento de metas e permitindo que a instituição acompanhe sua performance.

Thays Garcia – Consultora na Dialogus Consultoria

Realizado com muito sucesso dia 17 de maio o Debate da Reforma Trabalhista promovido pela nossa empresa. Um importante momento que os participantes conheceram com mais detalhes os prós e contras da proposta da Reforma Trabalhista apresentada pelo Governo Federal. O Debate foi “provocado” pelos especialistas no tema e Advogados, Dº Eduardo Pragmácio e o Drº Carlos Chagas, que brilhantemente apresentaram seus argumentos positivamente e/ou negativamente à Reforma Trabalhista. Ficamos muito felizes por este momento de empoderamento da sociedade pelo exercício da cidadania e do conhecimento dos seus direitos e deveres. #vamosdialogar #reformatrabalhista

Se você é antenado ao ecossistema de empresas sustentáveis, socialmente responsáveis e que trabalham com propósito ou causa social, provavelmente já ouviu falar sobre o Sistema B. Porém, a maioria das pessoas ainda não conhece esse termo, pois ele faz parte de um movimento recente, e que no Brasil ainda está muito concentrado em São Paulo.
Sistema B

O Sistema B é um movimento mundial que tem o objetivo de revolucionar os negócios tradicionais para outro patamar. Em sua essência, busca tornar referência no mercado uma empresa que tem como finalidade não só o lucro, mas também gerar impacto para a sociedade por meio de soluções em temáticas sociais ou ambientais.

O Sistema B é uma organização sem fins lucrativos fundada nos EUA, que deu início a esse nobre movimento, que inclusive já possui sede no Brasil. Para se tornar oficialmente uma empresa B, a organização passa por um processo exigente que avalia todos os seus fatores, onde se compromete a trabalhar com elevado padrão de transparência e gestão, além de serem feitas mudanças legais (estatuto) para proteger sua missão, garantindo que o benefício social esteja presente juntamente com o benefício financeiro.

No Brasil, a Natura é a maior empresa certificada pelo Sistema B, se tornando referência no mercado a nível nacional e internacional, por conseguir aliar lucro e responsabilidade social. Publicamente comprometida com a sustentabiliade, a empresa possui políticas enlaçadas diretamente na sua estratégia de negócio, que buscam gerar valor social, econômico e ambiental.

Se você possui uma empresa e deseja saber passo a passo como obter a certificação do sistema B, clique aqui.

Portanto, O Sistema B é mais uma iniciativa importante para quebrar paradigmas dentro do mercado de negócios tradicionais, priorizando a sustentabilidade e o bem estar das pessoas, sociedade, e meio-ambiente.

Gabriel Pires – Consultor da Dialogus Consultoria.

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Objetivo Geral: Formar especialistas e líderes em responsabilidade social e sustentabilidade para que atuem nas organizações com inovação, ética e transparência, fomentando práticas socioambientais e contribuindo para a produção de conhecimento teórico/prático da sustentabilidade corporativa.

Carga Horária: 380 h

Duração: 20 meses

Frequência: aulas mensais, às sextas-feiras (noite); aos sábados (manhã/tarde) e aos domingos (manhã)

Público-alvo: Gestores em Recursos Humanos, profissionais de Gestão Organizacional de empresas públicas e privadas, Organizações Sociais, Empresários e dirigentes de Organizações

Coordenação Acadêmica: Prof. Me. Maiso Dias Alves Júnior

Coordenação de Pós-graduação: Profa. Ma. Áurea Maria Caminha da Frota Albuquerque

Local de Realização: Campus Parque Ecológico – Rua João Adolfo Gurgel, 133 – Cocó – Fortaleza/CE

Valor*: 1 + 20 de R$ 385,00 (uma mais vinte parcelas de trezentos e oitenta e cinco reais)

*Descontos especiais para egressos e conveniados

Programa:

  • Balanço Social e Relatório de Sustentabilidade
  • Certificações Ambientais
  • Construção sustentável
  • Eficiência Energética e Energias Renováveis
  • Elaboração de Projetos Sociais
  • Fundamentos da Responsabilidade Social
  • Fundamentos da Sustentabilidade Empresarial
  • Gestão Ambiental nas empresas
  • Gestão da Inovação e empreendedorismo social
  • Gestão de Resíduos Sólidos e Logística Reversa
  • Gestão Estratégica para a Sustentabilidade e Responsabilidade Social I
  • Governança Corporativa e Compliance
  • Liderança Sustentável
  • Marketing sustentável e Consumo consciente
  • Relacionamento com Comunidades
  • Seminários e Workshops
  • Voluntariado Empresarial
  • Metodologia do Trabalho Científico
  • Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)

Inscrição e maiores informações: http://unichristus.edu.br/pos-graduacao/area-de-gestao/especializacao-em-sustentabilidade-empresarial-e-responsabilidade-social/

No momento de incertezas e questionamentos em que o Brasil passa no cenário político atual é imprescindível que o máximo de conhecimento adquirido pela sociedade seja protagonizado por debates conscientes e instrutivos de todos os cidadãos. A Dialogus Consultoria em parceria com a ABRH-CE e a MRH promovem este confronto de ideias sobre a Reforma Trabalhista com dois grandes especialistas no tema. Um representando a Advocacia empresarial e o outro a Advocacia sindical. IMPERDÍVEL. Faça sua inscrição pelo telefone (85) 3181-0087 e reserve sua vaga. É gratuito!

Debate Reforma Trabalhista

Iniciamos dia 06 de maio de 2017 a 5ª edição do Curso de Responsabilidade Social nas Empresas. Ficamos felizes com o envolvimento e participação de todos com o Módulo – Ferramentas de Gestão para a Sustentabilidade ministrado pelo nosso consultor e diretor, Maiso Dias. O próximo módulo será com a Consultora, Fabiana Moura, que a abordará o tema da Comunicação Corporativa para a Sustentabilidade. Venha Dialogar conosco e nos ajudar a disseminar o tema da Responsabilidade Social no Ceará. #vamosdialogar5anos #rse

2017 04 21 Implantando um Código de Ética nas organizações

“Ética é o conjunto de valores e princípios que nós usamos para decidir as três grandes questões da vida: Quero? Devo? Posso? Tem coisa que eu quero mas não devo, tem coisa que eu devo mas não posso e tem coisa que eu posso mas não quero.” Essa Frase do Filosofo Mario Sergio Cortella, sempre me provoca quando estou no dilema de tomar decisão ou quando estou em processos de consultoria na implantação de códigos de ética. Nosso sistema de valores pessoais e nosso comportamento são definidos pela nossa ética pessoal. Com as empresas não é diferente, estas possuem seus sistemas de valores definidos por sua ética empresarial e sua cultura, os quais são percebidos por seus stakeholders.

A ética empresarial pressupõe que a empresa deve alcançar o crescimento e os lucros de uma forma social e legalmente responsável, como também deve ser responsável pelas consequências de suas decisões e práticas em relação as partes interessadas internas e externas. O cumprimento da ética vai além do atendimento das obrigações legais. Hoje, as empresas que se preocupam com a sua sustentabilidade e o engajamento das suas partes interessadas devem ter um Código de ética. Este, define os valores e os princípios fundamentais da organização, impactando assim a cultura da organização e a forma como se relaciona com seus stakeholders. Não há um processo padrão para construção de um código de ética padrão, este deve ser elaborado de acordo com cultura da organização. Todavia, destaco, abaixo alguns passos importantes para a implantação de um código de ética:

  1. É necessário que a decisão de implantar o código de ética seja pela vontade e desejo da Alta direção, como é importante também o envolvimento dela no desenvolvimento do documento para dar as principais orientações de como deve ser o Código.
  2. É indispensável o envolvimento do Comitê de sustentabilidade (se houver), de representantes dos empregados, fornecedores, clientes para validarem os principais itens a serem contemplados pelo código de ética. A condução por uma consultoria pode facilitar o processo na escolha dos temas relevantes ao negócio e na redação do texto que irá para versão final do relatório.
  3. Após a descrição do documento este deverá ser aprovado pela alta direção e pelo conselho de administração.
  4. Com o Documento validado, chegou a hora de implantar o código de ética através de uma estratégia a ser desenvolvida com o setor de Recursos Humanos. Deverão ser realizadas treinamentos com os empregados para que compreendam os itens do Código. Após a capacitação, todos os colaboradores devem receber uma versão do código e assinarem um termo em concordância com o que está lá exposto. O Código de ética da empresa deve fazer parte, a partir de então, da integração de novos funcionários. Todos os empregados devem ser orientados sobre as razões que levam a demissão, relacionadas a um comportamento antiético. Importante também que os treinamentos sejam incorporados na rotina do RH, devendo ser periódicos.
  5. Com o Código de ética elaborado, chegou também a hora de comunica-lo aos principais stakeholders. Uma boa comunicação do Código é um ponto importante para o sucesso na implementação. Devem ser escolhidos os principais métodos de comunicação, de acordo com cada parte interessada.
  6. Importante criar um canal de denúncia para que os stakeholders relatem casos de infringência das regras contidas no código de ética. Contudo deve-se manter a confidencialidade do denunciante.
  7. Ao receber as queixas, estas devem ser devidamente investigadas e as medidas corretivas realizadas, levando em consideração o grau da ocorrência e seus impactos, como também dever ser criadas soluções para que não evitar que tais descumprimentos continuem ocorrendo.
  8. Os Códigos de éticas não são documentos estáticos, estes devem ser periodicamente revisados e avaliados no sentido de perceber aquilo que ainda é válido, ou o que pode ser ainda incluído na “Política de ética”. As alterações devem ser sempre comunicadas as partes interessadas.

Como foi citado, não uma receita pronta para a implantação de um Código de ética, no entanto esses são passos relevantes para a implantação dessa importante “Politica de ética” da empresa, a qual, se bem implantada, trará inúmeros benefícios, entre eles uma melhor reputação da empresa, o engajamento dos stakeholders e a sustentabilidade da organização.

Manoela Silva – Consultora da Dialogus Consultoria


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