Precisamos voltar a aprender como crianças: o caso Brumadinho (MG)

Dialogus Consultoria • 15 fev 2019

Quando crianças somos ensinados a aprender com nossos erros, mas parece que com o “crescimento” essa ideia se perde e nos resta apenas visualizar o retorno a curto prazo de nossas ações, os ganhos econômicos e a imagem, muitas vezes, superficial de sucesso e responsabilidade.

É exatamente isso que acontece com as organizações! Essa introdução foi necessária para que fosse possível fazer uma analogia aos fatos ocorridos no Brasil recentemente. Me refiro ao ocorrido em Brumadinho, município localizado em Minas Gerais, pois me questiono sempre como é possível “crescer constantemente” sem atentar para os erros do passado, como a maior “tragédia ambiental” do país ocorrida em Mariana, MG. Trata-se dos erros que se repetem, das soluções que se demoram e da irresponsabilidade de assumir as consequências dos impactos.

O objetivo aqui não é transmitir culpa ou aferir responsabilidades, pois a mim não cabe esta atribuição, mas essa situação se trata exatamente de assumir a responsabilidade e atuar de forma preventiva. Isso mesmo! Quando uma criança aprende que ela não deve fazer tal coisa ou deixar de fazê-la devido às medidas que sobre ela recaírão, ela pensará várias vezes sobre isso! Mas é preciso ir além, a criança precisa ver sentido e propósito em fazer ou deixar de fazer tal coisa.

Os fatos que tem ocorrido ultimamente em nosso país nos levam a refletir sobre a responsabilidade, a proatividade, o engajamento, a continuidade e a sistemática das ações de empresas, mas também de governos e membros da sociedade civil. Precisamos mudar o mindset da sociedade e fazer com as organizações, seus responsáveis, parceiros e funcionários compreendão que a responsabilidade deve ser sim assumida e os impactos estão diante de toda sua cadeia de valor.

É preciso “reaprender” a aprender como crianças, é preciso voltar a ver propósito e que este seja além das cifras atreladas ao negócio! Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável contemplam este aprendizado, pois tratam de uma agenda mundial pactuada com mais de 193 países que nos impulsiona a refletir e também agir na contribuição de uma sociedade sustentável.

Como os 17 objetivos desta agenda podem contribuir com situações como a de Brumadinho ? De várias formas, a primeira delas é a de que deve haver uma transferência de consciência para que as organizações despertem. Atuar com sustentabilidade nas ações é a necessidade, não só para evitar casos como este, mas também para gerar impactos POSITIVOS! A Sociedade Civil também pode se posicionar, seja cobrando das autoridades competentes as soluções devidas, como também, se engajamento nas metas dos diversos objetivos.

O aprendizado não deve incidir somente sobre erros cometidos, deve ir além, ser inovador, livre de pressão ou obrigação!

Thays Garcia – Diretora Executiva e Consultora da Dialogus Consultoria em Responsabilidade Social

Fonte: http://www.oestadoce.com.br/opiniao/precisamos-voltar-aprender-como-criancas-o-caso-brumadinho-mg?fbclid=IwAR0_5ZBxRyxd2XumspQd2ivKCk3zRNv3JNjU8z94dYJJLJLkG3zXi27v8fc


Este artigo foi publicado no jornal O Estado.

No dia 14 de fereiro foi dia de entrevista com grupos focados nos beneficiários da Associação Grupo de Apoio às Comunidades Carentes – AGACC no Núcleo do Antônio Bezerra e Passaré. A consultora, Maria Souza e Gabriel Pires, entrevistaram todos os envolvidos. Agradecemos pela parceria da Coordenadora do Núcleo a Marta Gomes.

Nossa proposta de valor é fazer uma consultoria especializada no tema e com entregáveis mensuráveis. Mais uma etapa do projeto no nosso cliente Solar Coca-Cola finalizada e entregue. Já podemos dizer que a Solar Coca-Cola já tem um Diagnóstico completo de Responsabilidade Social tendo como base uma metodologia própria da Dialogus fundamentada com as diretrizes da ISO 26000 e de outros regulatórios do tema. 

Dia 13 de fevereiro, nossa consultora e diretora executiva, Thays Garcia, ministrou uma palestra para alunos dos cursos de graduação e pós-graduação na área ambiental sobre Relatório de Sustentabilidade e sua importância pra a gestão das empresas. Nossa expectativa é que as instituições de ensino também sejam protagonistas na disseminação da Sustentabilidade.

Depois de um cuidadoso e estratégico processo seletivo…Eis aqui a nossa mais nova estagiária. Seja bem-vinda, Wanessa. Vamos Dialogar é já!

Direto do Porto do Pecém-CE! Nossa equipe de consultores reunida com gestores e diretores do CIPP para mais uma etapa da Elaboração do Relatório de Sustentabilidade.

Apresentamos o Diagnóstico do Terceiro Setor para o IPREDE. O Presidente do IPREDE, Dr° Sulivan, participou da atividade junto com toda a equipe de gestores da instituição. Oportunamente, foram evidenciadas as categorias de sustentabilidade alinhadas à gestão da organização. Nosso consultor, Gabriel Pires, conduziu a atividade e entregou o relatório final para os envolvidos.

O artigo de hoje da Sala de RH do Jornal O POVO, foi escrito pelo nosso Diretor – Maiso Dias. Especialista em Responsabilidade Social e Sustentabilidade com foco na implementação de políticas de gestão no tema. Os assuntos transversais em que atua são: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Diversidade, Código de Ética, e Gestão do Terceiro Setor. Segue link do caderno para que apreciem a leitura!!

https://digital.opovo.com.br/jornalopovo/empregosecarreiras/11/02/2019/p5

Palestra: As contribuições da Responsabilidade Social para a empregabilidade: Case Solar Coca-Cola

Dia: 20/02
Horário: 9h30 às 11h30
Local: MRH Gestão – Rua Professor Jacinto Botelho, 1600 – Guararapes

Facilitadora: Alana Barros, Formada em Publicidade e Propaganda, trabalha na solar há 13 anos atuando nas áreas de marketing, eventos, sustentabilidade e responsabilidade social. Atualmente é coordenadora de Sustentabilidade e Responsabilidade Social, atuando em todo o Nordeste.

Na Solar Coca-Coca é fortemente vivenciada a cultura da capacitação de jovens que vivem em comunidades e que possuem poucas perspectivas, além disto, encaminha-se para o mercado de trabalho contribuindo na realização de sonhos e na construção de uma sociedade mais inclusiva. Venha conhecer as práticas de Responsabilidade Social da Solar alinhadas à Gestão de Pessoas.

Inscrições: https://goo.gl/d3kpUZ

Informações adicionais: WhatsApp: 85 997016771 ou abrh.ceara@gmail.com

Muito tem se falado de negócios de impacto social, mas de fato ainda gera dúvidas de como praticar o modelo de negócios para gerar o impacto e incorporar para gerar lucro.

Esse “novo” modelo de negócios, que não é tão novo assim, surgiu em 1980, denominado pelo Bill Drayton, fundador da Ashoka (formação de ecossistema de agentes de transformação social), na India. Dentre várias idas à India pela Mackenzie, ele percebeu que apesar das inúmeras dificuldades, com pouquíssimos recursos, muitas pessoas tinham a habilidade de empreender, muitas vezes para a própria sobrevivência mesmo, para solucionar ou amenizar algum problema social. Desde então, o conceito de Negócios de Impacto Social vem sendo utilizado.

E nesse modelo de negócios que tem o lucro aliado com uma causa social que muitas empresas estão sendo criadas ou se remodelando com o propósito de serem melhores para o mundo.

Estamos no meio da Quarta Revolução Industrial, com a velocidade das coisas mudando tão rapidamente que algo tem que ser feito para suavizar os impactos que essas mudanças estão causando. Algumas empresas estão se conscientizando de que o lucro pelo lucro já não faz mais o menor sentido, e que existe uma grande diferenciação no mercado, quando tem no seu DNA a preocupação e o respeito aos limites do ser humano, da sociedade e do planeta.

Com o movimento dessas empresas crescendo mais e mais, surgiu um ecossistema das empresas que aliam o lucro com os benefícios socioambientais, para que esses negócios se fortifiquem e aumentem o impacto. Em 2006, foi criado o sistema B, ou B Corporation (B – benefícios sociais), nos Estados Unidos, vindo para o Brasil apenas em 2013. Para uma empresa fazer parte do ecossistema, exige-se uma certificação que passa por um processo de questionários, entrevistas e visitas para atingir os padrões de transparência, benefícios socioambientais e alteração do estatuto social.

Uma empresa de impacto social, não necessariamente precisa ter a certificação B. Mas se assim fizer, será uma comprovação de que os processos dela estão atingindo exigências de padrões de impacto de aplicação mundiais e, principalmente, de estarem incluídas nesse ecossistema, onde empresas estão alinhadas com o mesmo propósito.

Uma empresa B, muitas vezes não nasceu com o propósito de ter o impacto social como finalidade. Foi criada, como qualquer outra, tradicionalmente para atender uma necessidade específica e gerar lucro, mas que ao longo de sua existência percebeu-se que o modelo de negócio deveria ser revisto com o objetivo de transformar o mundo, gerando o bem não apenas aos acionistas.

Tanto os negócios de impacto social quanto as empresas B têm em comum, além de reverter parte do lucro para gerar impacto socioambiental: o engajamento das pessoas que trabalham nela pelo mesmo propósito; a solução de um problema socioambiental; a ética, transparência e compromisso na gestão da organização; o cuidado e respeito no tratamento dos trabalhadores, clientes e escolha de fornecedores; a preocupação na conservação e educação ambiental, inclusão da comunidade na prestação de serviços. Fazendo assim parte do contexto global de empresas transformadoras sociais.

Mas na prática, como podemos iniciar um negócio de impacto social ou tornar a empresa triple botton line, ou seja, equilibrando lucro, comunidade e sustentabilidade?

1 – PROPÓSITO. Primeiro passo bem importante: identifique o seu propósito pessoal e/ou organizacional. Esse será o motor da empresa, o coração dela, o motivo de toda a existência e pelo qual você dedica seus esforços diários. A motivação que precisa nos momentos difíceis e o que faz acreditar que o caminho do empreendedor não é fácil, mas prazeroso.

2 – PROBLEMA. Identificar qual problema você se preocupa e quer solucionar. Fazer a imersão no problema, sempre que possível, para entender a dor do outro, desenvolvendo a empatia, e buscando a solução mais acertada para a causa social escolhida. Um bom ponto de partida é verificar as ODS’s (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU. 17 objetivos de ações globais para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar para todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas.

3 – PÚBLICO-ALVO. Deve-se levar em consideração dois públicos para o negócio de impacto:

3.1 – BENEFICIÁRIOS: A quem você resolve o problema. São as pessoas que se beneficiarão com a solução, ou seja, qual o público referente a causa que você estar querendo solucionar. Ex.: Crianças cardiopatas, Idosos com problemas de locomoção, cidades com problemas de mobilidade urbana, oceanos com poluição de plásticos.

3.2 – CONSUMIDORES/INVESTIDORES: Pessoas ou organizações que tenham interesse em investir na solução ou comprar o produto/serviço por identificação na causa.

4 – INTERVENÇÃO. Qual o formato que sua solução vai intervir no problema e público-alvo para solucioná-la? Ex.: Workshops, produtos, serviços para atender ao público-alvo.

5 – SOLUÇÃO. Realizar todas as possíveis tempestade de ideias para a solução do problema. No primeiro momento, não julgue as ideias, priorize a quantidade, esteja inspirado e busque opções inovadoras entrevistando especialistas, fazendo pesquisas, e testando novas alternativas. Lembrando que a solução deverá estar direcionada para atender tanto os beneficiários quanto ao interesse dos consumidores e validada através de um protótipo.

5.1 – BENEFICIÁRIOS:  Qual a proposta de valor do negócio que seus serviços e/ou produtos alavancarão a solução ideal para resolver as “dores” dos beneficiários?

5.2 – CONSUMIDORES/INVESTIDORES: O que os investidores e/ou consumidores esperam ter de retorno desta iniciativa? Suas expectativas serão atendidas com a solução?

5.3– MÉTRICAS DE IMPACTO.  O que se espera ser resolvido com a solução e como o impacto será medido? Ex.: Quantidade de crianças atendidas com a solução, Quantidade de negócios gerados, Quantidade de comunidades beneficiadas.

6 – MODELOS: A definição do modelo antes do planejamento do negócio pode facilitar na prática do negócio. Sugestões: Freemium, Plataforma Multilateral, Intermediário de mercado ou conector, Vendas diretas, Emprego e formação de inclusivos, Compre um, dê um, dentre outros.  

7 – FERRAMENTAS. Para construir ou reconstruir o modelo de negócio para gerar impacto socioambiental, existem algumas ferramentas de planejamento como o Social Business Canvas ou o “B” Canvas Business Model, que foram desenvolvidos inspirados no modelo tradicional do Business Model Canvas.

8 – METODOLOGIAS. Consolidando os conhecimentos na prática para (re)modelar seus negócios e gerar o impacto, e redirecionando o propósito da organização para solucionar uma causa, foi desenvolvida uma metodologia, chamada Purpose Impact, que se utiliza de games para facilitar o mindset de inovação social nas empresas juntamente com modelagem de negócios. No workshop toda a estratégia do negócio estará pronta para colocar em prática!

9 – ACELERADORAS E/OU INCUBADORAS. O investimento nesse tipo de negócio, vem crescendo a cada dia mais, estando disponível para o Brasil 100 milhões de dólares em fundos e cerca de 80% dos negócios de impacto estão captando investimento. Para que o investimento seja aprovado, um bom plano de negócios, certamente é bem importante para ser apresentado para algumas aceleradores e/ou incubadoras (Artemisia, Baanko, Yunus Negócios Sociais, Pipe Social, NESst Brasil, Vox Capital) impulsionarem o negócio e investir numa ideia inovadora de impacto, com um retorno garantido.

10 – AGENTE/NEGÓCIO DE TRANSFORMAÇÃO. Você está preparado para ser o agente transformador do ecossistema, utilizando negócios para ser a diferença no mundo e lucrar com o seu propósito?

Larissa Gurjao – Fundadora da Trips Connection, MBA em Gestão de Inovação Social no Quênia, MBA Gestão empresarial na Universidade da Califórnia, Irvine; certificação B Corporation; PMD-Pro; Facilitadora do coletivo de Design Disruptivo; Aplicação de jogos organizacionais: Explorers Game, BT Game e Negócio Sustentável. Participante do grupo Mulheres do Brasil. Idealizadora do Café do Bem.


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